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Polícia Civil prende cinco suspeitos de aplicar golpe do “falso advogado”

A Polícia Civil do Pará prendeu cinco pessoas suspeitas de integrar uma associação criminosa especializada no golpe do “falso advogado”. O grupo atuava em vários estados e causou prejuízos financeiros às vítimas.

A Polícia Civil do Pará prendeu cinco pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema conhecido como “golpe do falso advogado”. A ação ocorreu nesta sexta-feira (27), durante a operação “Falso Patrono”, realizada em conjunto com a Polícia Civil do Ceará.

Os mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Guaiúba e Pacatuba, no Ceará, por determinação da Vara das Garantias da Região Metropolitana de Belém. O objetivo da operação foi desarticular uma associação criminosa que atuava de forma interestadual.

Como funcionava o golpe

Segundo as investigações, o grupo entrava em contato com vítimas por meio de aplicativos de mensagens, utilizando fotos de advogados reais para dar credibilidade à abordagem.

Os suspeitos informavam sobre uma suposta liberação de valores judiciais e convenciam as vítimas a realizar pagamentos antecipados para custear taxas ou despesas fictícias.

De acordo com a Polícia Civil, um dos casos investigados ocorreu em fevereiro de 2025, quando uma vítima teve prejuízo de cerca de R$ 10 mil. Há registros de ocorrências semelhantes em estados como Amazonas, Amapá, Rio de Janeiro e Bahia.

Estrutura da organização

As investigações apontam que o grupo funcionava de forma organizada, com divisão de tarefas. A estrutura incluía núcleos de coordenação, uso de “laranjas”, suporte logístico e digital, além de um operador técnico responsável pelas ações online.

A identificação dos suspeitos foi possível a partir de análises telemáticas, que rastrearam endereços de IP, movimentações bancárias e conexões entre e-mails utilizados pelos envolvidos.

Ligação com outros crimes

Segundo a polícia, o dinheiro obtido com os golpes era utilizado para financiar atividades criminosas de uma facção na Região Metropolitana de Fortaleza, incluindo crimes como tráfico de drogas e homicídios.

Investigações continuam

Além das prisões, foram realizadas buscas para apreender dispositivos eletrônicos que possam ajudar a identificar outras vítimas e ampliar o alcance das investigações.

Os suspeitos estão à disposição da Justiça e devem responder por estelionato mediante fraude eletrônica e associação criminosa. A polícia segue em diligências para localizar outro integrante do grupo que ainda não foi preso.

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