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PF pede indiciamento de Helder Barbalho por corrupção na compra de respiradores

A Polícia Federal pediu o indiciamento do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), e de cinco ex-assessores do governo dele, além de mais dois empresários. Todos são acusados de “condutas delituosas” na compra de respiradores para tratamento de pacientes de Covid-19 em estado grave.

A compra ocorreu com dispensa de licitação por conta do caráter emergencial. A irregularidade deu origem à operação Para Bellum em junho do ano passado, que cumpriu 23 mandados de busca e apreensão, inclusive no gabinete e na mansão de Helder. Dentro da mesma operação, o governador e outros sete investigados tiveram R$ 25,2 milhões de reais bloqueados pela Justiça. Na época, Helder se disse “enganado” e se sentia “tranquilo” porque teria recuperado os valores desviados.

Relatório – Segundo relatório de 30 páginas sob sigilo enviado pela Polícia Federal (PF) ao Ministério Público Federal no dia 27 de janeiro, assinado pelo delegado José Eloísio dos Santos Neto, Helder e outros acusados “tiveram condutas que se amoldariam à prática de crimes licitatórios, crimes de falsidade documental e ideológica; corrupção ativa e passiva, prevaricação e lavagem de capitais”. Detalhes do documento foram divulgados pela revista Época

As investigações apontam que as práticas criminosas teriam começado quando o Governo do Pará resolveu comprar 400 respiradores da empresa SKN do Brasil sem licitação, pagando antecipadamente mais de R$ 50 milhões de reais.

Equipamentos inservíveis – Parte desse material foi entregue, mas os equipamentos não funcionaram, apresentando falhas como falta de alarme para avisar quando o aparelho se desconecta da rede elétrica; falta de bateria interna, o que fazia o equipamento desligar com a falta de energia elétrica; impossibilidade de limpeza e esterilização, processo importante quando o equipamento é transferido de um paciente para outro.

“Como os equipamentos não serviram para o tratamento da Covid-19, o governo deixou milhões de paraenses entregues à própria sorte”, diz o relatório da PF. 

Fonte: revista Época

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