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Petrobras avança no processo de exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas

A empresa concluiu a instalação de um centro de resgate de animais silvestres do Amapá, uma das exigências do Ibama na análise do pedido de licença para a exploração da Foz do Amazonas

A Petrobras avançou em uma etapa do processo para obter autorização do Ibama para explorar petróleo na Margem Equatorial, localizada na costa norte do Brasil. A estatal concluiu a construção de um centro de resgate de animais silvestres no estado do Amapá.

Segundo comunicado da empresa, a estrutura já foi liberada por autoridades estaduais do Amapá. No entanto, o centro ainda precisa passar por uma nova vistoria do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) antes do início das operações.

A entrega do centro atende a uma das exigências do Ibama para análise do pedido de licença de exploração na Bacia da Foz do Amazonas. A área é considerada estratégica pela Petrobras, que espera encontrar ali reservas semelhantes às descobertas feitas pela ExxonMobil na Guiana.

Depois da inspeção, a Petrobras deverá transferir sua plataforma para o bloco FZA-M59, onde será realizada uma avaliação pré-operacional. O objetivo é verificar a eficácia dos protocolos de segurança em caso de um possível derramamento de óleo.

Em 2023, o pedido inicial da empresa para atuar na região foi negado pelo Ibama, com base em riscos socioambientais.

Belém pode se beneficiar

Belém pode se tornar um dos principais centros logísticos da exploração de petróleo na Margem Equatorial, área que abrange bacias entre o Amapá e o Rio Grande do Norte. Com infraestrutura portuária já consolidada, a capital paraense surge como ponto estratégico para atender às operações da Bacia Pará-Maranhão, atraindo investimentos e empresas do setor de energia.

O avanço das atividades na Margem Equatorial, liderado pela Petrobras, envolve investimentos estimados em R$ 24 bilhões até 2028. Caso os projetos avancem, Belém poderá ser beneficiada com geração de empregos, expansão de serviços e crescimento econômico local.

Apesar da projeção de crescimento, o processo de exploração ainda depende da liberação de licenças ambientais, como as do Ibama, que alega a grande possibilidade de problemas ambientais sobretudo quanto a possíveis vazamentos de óleo na região.

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