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Petrobras avalia potencial de petróleo na Bacia do Marajó, no Pará

Estatal financia estudo geológico para analisar viabilidade de exploração na região

A Petrobras deve avaliar o potencial de petróleo na Bacia do Marajó, no Pará, como parte da busca por novas áreas de exploração no país. A estatal firmou um acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e vai investir R$ 2,8 milhões em estudos sobre a região.

O projeto prevê a revisão e atualização da carta estratigráfica da bacia, etapa considerada essencial para identificar possíveis sistemas petrolíferos e áreas com potencial de exploração. O estudo também deve gerar dados sobre recursos minerais e hídricos.

Com cerca de 53 mil km², a Bacia do Marajó está localizada na confluência dos rios Amazonas e Tocantins, em uma área próxima à Margem Equatorial — região que vem sendo apontada como nova fronteira energética.

Segundo o SGB, o trabalho busca ampliar o conhecimento técnico sobre a área e subsidiar decisões futuras sobre o uso de recursos naturais. A pesquisa será conduzida por uma equipe multidisciplinar e deve durar cerca de 18 meses, com uso de tecnologias como inteligência artificial.

A iniciativa ocorre em meio à estratégia da Petrobras de expandir sua atuação para além das áreas tradicionais de produção. A estatal tenta avançar na exploração na Foz do Amazonas e também mantém projetos na Margem Equatorial e em regiões da costa africana.

Esse movimento está ligado à necessidade de recompor reservas, diante da previsão de queda na produção do pré-sal a partir da próxima década.

Ao mesmo tempo, a possibilidade de exploração em novas áreas da Amazônia tem gerado debates, envolvendo impactos ambientais, regulação e o modelo de desenvolvimento para a região.

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