Uma situação preocupante tem chamado a atenção de atletas e frequentadores do Parque da Cidade, em Belém. A pista de skate, considerada uma das maiores e mais modernas do país, está sendo utilizada de forma irregular por famílias inteiras, incluindo crianças pequenas, que caminham, correm e até sentam sobre os obstáculos projetados para manobras radicais de skate, BMX e patins.
Em vídeos compartilhados nas redes sociais, é possível ver cenas de risco, com crianças parando repentinamente na frente de obstáculos, pessoas circulando pela área de manobras e até carrinhos de bebê ocupando o local. A falta de orientação e fiscalização tem gerado revolta entre praticantes dos esportes radicais, que alertam para a possibilidade de acidentes sérios.
“É um espaço voltado para a prática esportiva, com obstáculos técnicos e perigosos. Se alguém se machucar ali, o prejuízo pode ser grande — tanto para o atleta quanto para quem está fora do uso adequado”, alerta um skatista que frequenta o local.
A cena se repete quase diariamente, e mesmo quando guardas são chamados, há resistência por parte de quem utiliza a pista como área de lazer comum. Atletas relatam que já tentaram orientar educadamente, mas muitas vezes a reação é de desdém. “Se fosse o contrário, e a gente estivesse em lugar proibido pra andar de skate ou BMX, já mandavam a gente sair na hora. Aqui parece que vale tudo”, comenta outro praticante.
O problema ganhou novas proporções com o crescimento da popularidade do skate após as Olimpíadas e o chamado “efeito Fadinha”, referência à medalhista Rayssa Leal. Muitos pais passaram a levar os filhos para “brincar” nas pistas, sem entender que aquele não é um espaço de recreação comum, mas de treino e desempenho técnico.
A solução passa por campanhas educativas, placas informativas e, principalmente, presença ativa da fiscalização. O uso consciente e seguro da pista pode garantir tanto o lazer quanto o desenvolvimento esportivo de dezenas de atletas paraenses, que finalmente têm à disposição uma estrutura de alto nível.
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