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Paraenses Dira Paes, Milton Cunha e Fafá de Belém estão entre artistas que receberam cachês do governo federal

Contratações fazem parte da estratégia digital da Secom para ampliar alcance de campanhas públicas

Artistas e influenciadores digitais têm sido contratados pelo governo federal para participar de campanhas institucionais desde 2025. Entre os nomes que receberam os maiores cachês estão os paraenses Dira Paes, Milton Cunha e Fafá de Belém.

De acordo com dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, a Secom desembolsou cerca de R$ 2 milhões em cachês para ações de comunicação institucional.

Entre os maiores valores, Dira Paes recebeu aproximadamente R$ 470 mil por participação na campanha do programa Celular Seguro. Já Milton Cunha foi contratado por cerca de R$ 310 mil para divulgar ações do programa “Agora Tem Especialistas”, ligado ao Ministério da Saúde.

Estratégia de comunicação digital

Segundo a Secom, a contratação de artistas e influenciadores faz parte de uma estratégia voltada aos novos hábitos de consumo de mídia, com foco nas redes sociais e no ambiente digital.

A secretaria afirma que os pagamentos são realizados dentro das verbas de produção das campanhas e por meio de agências contratadas, seguindo práticas comuns do mercado publicitário.

Além dos nomes mais conhecidos, ao menos 55 influenciadores digitais participaram das ações, com cachês que variam entre R$ 1 mil e cerca de R$ 124 mil.

Participação em campanhas públicas

Os conteúdos produzidos pelos contratados abordam temas como segurança digital, saúde pública, vacinação e divulgação de serviços do governo.

Participantes das campanhas afirmam que os materiais têm caráter informativo e que houve liberdade criativa na produção dos conteúdos.

Mudanças na comunicação institucional

A estratégia representa uma ampliação do uso de plataformas digitais na comunicação oficial. Segundo dados da própria secretaria, mais de 30% da verba publicitária federal passou a ser destinada a meios digitais, que receberam cerca de R$ 234,8 milhões no último ano.

Debate sobre transparência

A adoção desse modelo tem gerado debate sobre critérios de contratação, transparência e limites entre publicidade institucional e comunicação política.

Até o momento, não há indicação de irregularidades nos contratos, segundo as informações disponíveis.

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