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Paraense morre durante combate na guerra da Ucrânia, confirma família

Adriano Silva atuava como voluntário nas forças ucranianas desde abril de 2025; grupo formado por brasileiros anunciou encerramento das atividades após a morte

Um brasileiro natural do Pará morreu durante um ataque russo na guerra da Ucrânia. Adriano Silva, conhecido como “Índio”, estava no país europeu desde abril de 2025, onde atuava como voluntário nas forças ucranianas. A morte ocorreu no último domingo (8) e foi confirmada pela família nas redes sociais nesta terça-feira (10).

Em publicação, parentes pediram respeito e evitaram comentar detalhes sobre as circunstâncias do falecimento. Segundo a irmã, Adriano decidiu viajar para a Ucrânia por vontade própria e se dedicava às atividades militares.

“Adriano foi para a Ucrânia realizar um sonho. Ele amava o que fazia, era muito respeitado em sua posição. Pedimos que parem com especulações sobre o ocorrido”, escreveu.

Adriano integrava o Ares Group, coletivo formado por brasileiros que atuavam como voluntários no conflito. Em nota, o grupo informou que vai encerrar definitivamente as atividades após a morte do paraense, que era um dos fundadores.

“Diante dessa perda irreparável, comunicamos que o Ares Group encerra definitivamente suas atividades na Ucrânia, não mantendo qualquer tipo de seleção ou recrutamento”, informou a organização.

Nas redes sociais, o brasileiro compartilhava registros do cotidiano no front de batalha, incluindo vídeos e fotos do período em que esteve no país.

Brasileiros no conflito

De acordo com dados do Ministério das Relações Exteriores, ao menos 22 brasileiros morreram e 44 estão desaparecidos desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia. O número considera voluntários que viajaram ao exterior para integrar as forças ucranianas.

Entre os casos recentes está o de Felipe de Almeida Borges, de 25 anos, natural de Rubinéia (SP), cuja morte também foi confirmada pela família. Segundo relatos, ele deixou o Brasil sem informar parentes sobre a intenção de se alistar.

Autoridades apontam que o recrutamento de voluntários ocorre, em grande parte, pela internet, e envolve principalmente homens jovens.

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