Paraense é coroada Miss Beleza T Brasil em meio ao aumento do reconhecimento de gênero
Conheça Isabella Pamplona, a artista e maquiadora coroada no domingo, 26, com título que busca valorização de mulheres transexuais e travestis.
No Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado nesta quarta-feira (29), a artista e maquiadora paraense Isabella Pamplona, de 27 anos, comemora a conquista do título de Miss Beleza T Brasil 2025. O concurso busca valorizar mulheres transexuais e travestis e ocorre em um momento marcado pelo crescimento no reconhecimento legal da identidade de gênero.
Dados do Portal da Transparência do Registro Civil mostram que, em 2024, o Pará registrou um aumento de 180% nos pedidos de alteração de gênero em cartórios, totalizando 56 mudanças. Isabella está entre essas pessoas e destaca a importância da informação no acesso a esse direito. Desde 2018, o reconhecimento da identidade de gênero pode ser feito diretamente em cartório, sem necessidade de laudos médicos ou decisão judicial.
Concurso de beleza trans reforça luta por visibilidade e inclusão
Isabella Pamplona destaca a importância da representatividade feminina trans
Mais do que um concurso de beleza, o Miss Beleza T Brasil tem um papel fundamental na luta por visibilidade e inclusão das mulheres trans. Para Isabella Pamplona, vencedora da edição de 2025, a competição fortalece a representatividade e ajuda a combater o preconceito.
“Mulheres cisgênero sempre tiveram esse espaço, então é justo que nós também possamos celebrar nossa beleza”, afirma a modelo. Segundo ela, dar visibilidade às mulheres trans é um passo essencial para ampliar a compreensão da sociedade sobre suas vivências e desafios.
Isabella, que cresceu na periferia de Belém, ressalta que sua trajetória foi marcada por desafios, especialmente durante o processo de transição. No entanto, ela acredita que a aceitação e o amor podem romper barreiras e contribuir para uma sociedade mais inclusiva.
Mudança de nome e gênero pode ser feita diretamente em cartórios
Veja como realizar o procedimento de retificação do registro civil
Desde 2018, pessoas trans podem alterar nome e gênero em cartório sem necessidade de laudo médico ou decisão judicial. Para realizar o procedimento, é necessário apresentar documentos pessoais, comprovante de residência e certidões judiciais.
O processo inclui uma entrevista com o oficial de registro, que segue um protocolo de orientação. A alteração é comunicada aos órgãos competentes, permitindo que os documentos sejam atualizados conforme a identidade de gênero da pessoa.
A medida representa um avanço para a população trans, garantindo maior segurança jurídica e respeito à identidade de gênero.



