ECONOMIANOTÍCIAS

Pará tem maior taxa de informalidade do Brasil

Nesta terça-feira, 31, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados da PNAD contínua referente ao segundo trimestre de 2021. Os números trouxeram dados nada agradáveis sobre o cenário do mercado de trabalho no estado do Pará.

Em torno de 515 mil cidadãos paraenses, estavam desempregados, o quantitativo quase equivalente ao tamanho da cidade de Ananindeua. segunda mais populosa do estado.

De acordo com o IBGE, a taxa de desocupação do Pará é, atualmente, de 13,3%, pouco abaixo do primeiro trimestre, quando alcançou 13,7%, ainda assim muito acima dos 9,1% verificados no mesmo período de 2020. O estado tem hoje 3,347 milhões de pessoas trabalhando e movimentando R$ 5,675 bilhões em massa salarial.

Em relação a taxa de subutilização da força de trabalho, que é o percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada, a taxa do estado está em 34,3%.

O Pará também apresenta a terceira maior proporção de pessoas que trabalham por conta própria, com 35,4% da população ocupada.

Isso porque o Pará tem o segundo menor percentual de trabalhadores com carteira assinada. No segundo trimestre deste ano, 53,1% dos trabalhadores paraenses do setor privado estavam com carteira assinada.

Taxa de informalidade – As maiores taxas ficaram com Pará e Maranhão (60,5%), seguidos de Amazonas (59,7%) e Piauí (56,9%). As menores foram em Santa Catarina (26,9%), Distrito Federal (30,7%) e São Paulo (31,1%). Segundo o IBGE, no cálculo de taxa de informalidade da população ocupada são consideradas as seguintes populações: Empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada; Empregado doméstico sem carteira de trabalho assinada; Empregador sem registro no CNPJ; Trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ; Trabalhador familiar auxiliar. 

A média salarial do trabalhador paraense é a 7ª pior do Brasil, só não menor que a da Paraíba (R$ 1.744), Ceará (R$ 1.682), Bahia (R$ 1.675), Alagoas (R$ 1.652), Piauí (R$ 1.508) e Maranhão (R$ 1.478). É uma média muito distante de praças como o Paraná (R$ 2.665), Rio Grande do Sul (R$ 2.777), Santa Catarina (R$ 2.841), São Paulo (R$ 3.096), Rio de Janeiro (R$ 3.241) e Distrito Federal (R$ 4.474).

Etiquetas

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo
Fechar