O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou hoje os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, referentes ao ano de 2023, trazendo à luz a realidade preocupante dos rendimentos domiciliares per capita no país e suas unidades federativas.
O rendimento domiciliar per capita no Brasil atingiu a marca de R$ 1.893, com variações significativas entre os estados, indo de R$ 945 no Maranhão a R$ 3.357 no Distrito Federal. No entanto, chama a atenção a situação do Pará, que se encontra no pelotão de trás com um rendimento de apenas R$ 1.282, configurando-se como o terceiro estado com menor renda domiciliar do Norte, na frente apenas do Amazonas (R$ 1.172) e do Acre (R$ 1.095).
A divulgação desses números não é apenas um exercício estatístico, mas atende aos parâmetros estabelecidos pela Lei Complementar 143/2013, que redefine os critérios de rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE). Além disso, esses dados subsidiam os cálculos dos repasses ao Tribunal de Contas da União (TCU) para o estabelecimento dos fatores representativos do inverso do rendimento domiciliar per capita.
O rendimento domiciliar per capita é calculado considerando a relação entre o total dos rendimentos domiciliares (nominais) e o número total de moradores. Esses rendimentos englobam não apenas os provenientes do trabalho, mas também de outras fontes. Todos os moradores, incluindo pensionistas, empregados domésticos e parentes destes, são contemplados no cálculo.
Os valores apresentados refletem os rendimentos brutos de trabalho e outras fontes efetivamente recebidos ao longo do ano de 2023, consolidando informações coletadas durante os quatro trimestres da PNAD Contínua.
Resultado por estado
- Maranhão: R$ 945
- Acre: R$ 1.095
- Alagoas: R$ 1.110
- Pernambuco: R$ 1.113
- Bahia: R$ 1.139
- Ceará: R$ 1.166
- Amazonas: R$ 1.172
- Sergipe: R$ 1.218
- Pará: R$ 1.282
- Paraíba: R$ 1.320
- Piauí: R$ 1.342
- Rio Grande do Norte: R$ 1.373
- Roraima: R$ 1.425
- Amapá: R$ 1.520
- Rondônia: R$ 1.527
- Tocantins: R$ 1.581
- Espírito Santo: R$ 1.915
- Minas Gerais: R$ 1.918
- Mato Grosso: R$ 1.991
- Goiás: R$ 2.017
- Mato Grosso do Sul: R$ 2.030
- Paraná: R$ 2.115
- Santa Catarina: R$ 2.269
- Rio Grande do Sul: R$ 2.304
- Rio de Janeiro: R$ 2.367
- São Paulo: R$ 2.492
- Distrito Federal: R$ 3.357



