Os ataques de hackers ao Governo do Estado: uma piada de pum

Mais uma vez o Governo do Pará veio a público dizer que foi vítima de hackers. Dessa vez o alvo teria sido supostamente o Hospital Ophir Loyola.
Alguém precisa chegar ao pé do ouvido do governador e dizer “para que já tá ficando feio”. Ninguém acredita, nem sua própria militância e pelo visto, tampouco a sua Polícia Civil, uma vez que nada faz para encontrar os culpados: não abre um B.O., não cria uma força tarefa ou sequer vem a público explicar que providências está tomando.
Ou esta polícia é muito ineficiente ou, o que é mais provável, sabe que isso não passa de conversa pra boi dormir, uma desculpa esfarrapada para empurrar a sujeira para debaixo do tapete, como quando o governador disse que haviam clorado seu celular, poucos dias antes da Polícia Federal ir à sua casa apreender o aparelho.
Desculpem a expressão, mas chega a ser ridículo. Tão ridículo que se torna burlesco, como em uma trupe mambembe, quando o palhaço leva um coice do cavalo e o público cai na gargalhada. Um humor pastelão grosseiro e vulgar, uma piada de pum.
Façam essa experiência: quando estiverem sem nada para fazer em um domingo qualquer, basta ler os comentários dos internautas logo abaixo das postagens que o governador fez a esse respeito. Lá Helder aparece como uma mistura de barão de Münchhausen e grávida de Taubaté, que ninguém mais tem respeito e nem pudor em achincalhar. Um leão sem dentes e preso que as crianças atiram pipocas e restos de comida no zoológico enquanto os seguranças tentam, a todo custo, proteger o animal decadente dos humoristas, youtubers, influenciadores digitais e internautas. É deprimente.
É como assistir o filme “Luzes da Ribalta”: é engraçado, mas dá pena!



