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Mulher que recebeu o coração de Eloá morreu na pandemia vítima de Covid-19

Lançamento do filme Caso Eloá: Refém ao Vivo traz à tona a história do sequestro e morte de Eloá Pimentel, em 2008, e relembra também a trajetória de Maria Augusta, que recebeu o coração da adolescente.

O caso de Eloá Pimentel voltou a ganhar destaque após o lançamento do documentário Caso Eloá: Refém ao Vivo, disponível na Netflix. A produção relembra o sequestro e a morte da jovem, em 2008, além de discutir a atuação da imprensa e da polícia durante o episódio.

Eloá Pimentel tinha 15 anos quando foi feita refém por seu ex-namorado, Lindemberg Alves, em Santo André (SP). O caso durou mais de 100 horas e terminou com a morte da adolescente, baleada durante a ação policial que tentou encerrar o sequestro.

O episódio provocou grande repercussão nacional e levantou questionamentos sobre o tratamento de casos de violência contra mulheres e a exposição midiática de situações de risco.

Doação de órgãos e nova chance de vida

Após a morte de Eloá, os pais da jovem autorizaram a doação dos órgãos da filha. Um deles, o coração, foi transplantado para Maria Augusta da Silva dos Anjos, no mesmo mês de outubro de 2008. A cirurgia ocorreu no dia do aniversário de Maria, que recebeu o órgão como uma oportunidade de continuar vivendo.

Maria Augusta viveu por mais de 13 anos com o coração de Eloá. Em entrevistas, ela relatava a gratidão pela doação e lembrava o momento em que foi informada sobre o transplante.

“Meu médico ligou dizendo: ‘Vem para o hospital, acho que você vai receber o coração daquela moça, a Eloá’. Eu soube do caso pela TV. Fiquei internada do dia 8 ao dia 18 de outubro”, contou, em 2018.

Em maio de 2021, Maria Augusta morreu aos 51 anos, em Parauapebas (PA), por complicações da Covid-19.

Impacto e debate público

O caso Eloá continua sendo estudado em cursos de jornalismo, direito e segurança pública por ter exposto falhas na condução de crises e no papel da mídia em transmissões ao vivo de operações policiais.

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