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Mulher que cometeu racismo contra torcedores do Remo é ex-conselheira do Avaí

Vídeo mostra agressões racistas e xenofóbicas na Ressacada; torcedora identificada pelo clube já teve acesso suspenso e pode ser retirada do quadro associativo.

A vitória do Avaí sobre o Remo, no último sábado (15), pela Série B, ficou marcada por mais um episódio de violência nas arquibancadas da Ressacada. Além de confusões envolvendo jogadores e torcedores, um vídeo que ganhou repercussão nacional mostra uma ex-conselheira do Avaí proferindo injúria racial e ofensas xenofóbicas contra paraenses presentes no estádio. A identidade da torcedora foi confirmada internamente pelo clube, segundo informações divulgadas pelo portal ND Mais.

Nas imagens, a mulher aparece direcionando ataques a torcedores azulinos, citando cor da pele, condição social e origem. Ao lado dela, outro torcedor reforça as agressões com novos insultos, ampliando o tom preconceituoso captado nas gravações.

Com a repercussão do caso, o Avaí se manifestou oficialmente informando que suspendeu preventivamente as atividades da torcedora no clube. De acordo com o departamento jurídico, ela terá direito ao contraditório e à ampla defesa, mas poderá ser excluída definitivamente do quadro associativo dependendo do resultado da apuração interna. O clube também afirmou que, por razões relativas à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), não pode divulgar o nome da torcedora publicamente, mas está colaborando com as autoridades.

A mulher chegou a integrar o Conselho Deliberativo do Avaí, após indicação em setembro de 2022. No entanto, seu nome não aparece na lista de sócios aptos a votar na eleição realizada em novembro de 2025.

Entidades do futebol também se manifestaram. Remo, Federação Catarinense de Futebol (FCF) e Federação Paraense de Futebol (FPF) divulgaram notas condenando o episódio, classificando as agressões como inadmissíveis e cobrando responsabilização dos envolvidos.

A defesa da torcedora afirmou que o vídeo mostra apenas um “recorte isolado” e que as agressões teriam sido “mútuas”, negando que ela tenha atacado os paraenses como coletivo. Em nota, a defesa pediu desculpas públicas e declarou que ela está à disposição das autoridades.

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