
As chamadas canetas para tratamento de obesidade e diabetes estão entre os medicamentos mais pesquisados nos sites de redes de farmácias com unidades em Belém. Entre elas, o Mounjaro aparece nas primeiras posições de busca.
Atualmente, o preço do produto varia conforme a dosagem prescrita, com valores entre aproximadamente R$ 1.754 e R$ 3.645. A dose inicial de 2,5 mg pode ser encontrada por cerca de R$ 1.400, enquanto apresentações superiores, como 10 mg, 12,5 mg e 15 mg, ultrapassam os R$ 3 mil, dependendo do estabelecimento.
Esse cenário pode sofrer alterações caso seja aprovado o Projeto de Lei 68/2026, que tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados. A proposta prevê a quebra de patente do medicamento sob a justificativa de interesse público. O autor do texto é o deputado federal Mário Heringer (PDT-MG).
O que prevê o projeto de lei sobre quebra de patente
O projeto altera a Lei 9.279/1996, que trata da propriedade industrial no Brasil. Pela proposta, em situações consideradas de emergência ou interesse público, o governo poderá autorizar a produção de versões genéricas mesmo durante o período de vigência da patente.
Nesse modelo, o titular da patente receberia 1,5% sobre o valor de venda do produto, pago pelo governo federal. Com a tramitação em regime de urgência, o texto pode ser analisado diretamente no plenário, sem passar pelas comissões temáticas.
A proposta, no entanto, enfrenta resistência de setores da indústria farmacêutica, que apontam risco de insegurança jurídica e possível impacto em investimentos no país.
Possível redução de preços e aumento de genéricos
Segundo especialistas, a eventual quebra de patente pode resultar em redução de preços, com expectativa de queda em torno de 40%, caso novos fabricantes entrem no mercado. Há pedidos de registro para ao menos 15 versões genéricas de canetas para tratamento de obesidade e diabetes.
Outros medicamentos da mesma categoria, como Ozempic e Wegovy, também utilizados no controle do diabetes tipo 2 e da obesidade, devem passar por processo semelhante nos próximos meses, com o fim da vigência de patentes.
Uso para obesidade e diabetes exige acompanhamento médico
Em Belém, a procura pelas canetas injetáveis tem aumentado, inclusive para fins estéticos. Médicos alertam que a prescrição deve ser feita por endocrinologista, após avaliação clínica individual.
O tratamento da obesidade e do diabetes envolve acompanhamento contínuo, além de mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada e prática de atividade física. Especialistas destacam que o uso isolado do medicamento não substitui essas medidas.
Também há orientação para que a compra seja realizada apenas em farmácias autorizadas, diante do risco de circulação de produtos irregulares no mercado.
Conteúdo relacionado:



