Um motoqueiro perdeu controle do veículo, bateu de frente com um poste e morreu na avenida João Paulo II, na tarde de segunda-feira, 21.
Segundo a guarnição do 27º Batalhão da PM, a vítima é Leandro Gomes Pereira, de 21 anos, e trafegava sozinho em alta velocidade em uma motocicleta Honda CG 150 Fan, quando subiu bruscamente no estreito canteiro central, da avenida João Paulo II, e teve o corpo projetado para fora da moto, batendo de barriga no poste do canteiro.
O jovem ainda conseguiu destravar a senha do aparelho celular dele, e passou o telefone para um transeunte ligar para a família, mas morreu antes da mãe e do tio chegarem ao local.
A família entrou em desespero. Leandro usava capacete mas policiais e populares afirmaram que ele trafegava em altíssima velocidade quando tudo ocorreu por volta das 17h30 de segunda-feira, já à altura do bairro Castanheira, em Ananindeua.
Uma perita criminal do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, que preferiu não ser identificada, informou que foram observadas uma contusão na mão e poucas escoriações nas pernas. Ela disse que só a necropsia apontará a causa e como ocorreu a morte de Leandro. “Provavelmente, algum traumatismo interno”, especulou a perita.
Poste – Testemunhas disseram que não chovia quando Leandro subiu, bruscamente, o canteiro em altíssima velocidade. O corpo dele ficou como se estivesse fazendo a letra ”c” no poste, enquanto a moto seguiu sozinha na pista até cair. A moto não tinha avarias.
O rapaz trabalhava há pouco mais de dois anos no setor de faturamento da empresa Motobel, em Belém, segundo colegas de serviço que compareceram no local do acidente. Leandro, que ainda estava com o uniforme da empresa, havia acabado de largar o serviço.
“Ele estava com essa moto há 15 dias. Era um menino de gênio forte, mas muito profissional. Esse caminho que ele pegou hoje não é muito comum para ele pegar. Ele morava no bairro da Pedreira. Acho que ele veio por aqui para pegar a avenida Tavares Bastos, Pedro Álvares Cabral e após a Pedreira. Infelizmente, aconteceu essa fatalidade. Talvez, se ele não estivesse em alta velocidade, pudesse ter contornado tudo”, afirmou Maycon Caldas, colega de trabalho da vítima.
Fonte: jornal Amazônia



