Moradores de Marituba denunciam que estão há semanas sem coleta regular de lixo

Moradores do município de Marituba denunciam que estão há quase um mês sem o serviço de coleta de lixo. Segundo os munícipes, o serviço parou logo após as eleições do dia 15 de novembro. Quem anda pelas ruas da cidade, facilmente encontra as lixeiras cheias na frente das casas, e sacolas com lixos penduradas pelos muras e outras locais para evitar que os animais rasguem e espalhem ainda mais resíduos pelas vias.
A dona de casa Maria de Nazaré disse que os caminhões de coleta de lixo pararam na segunda-feira, 16. “Estamos sem a coleta desde a segunda-feira depois das eleições. Não passou mais nenhum carro e o lixo está só acumulando e acumulando”, disse.
Dona Maria mora com a mãe, que é idosa, irmãos e sobrinhos e disse que teme o risco de contaminação de alguma doença, já que o lixo acumulado atrai insetos, roedores e animais peçonhentos. “Esse lixo todo aí na frente está chamando rato, baratas e muitos outros animais que transmitem doenças. Esse é meu maior medo. Minha mãe é idosa, meus sobrinhos são crianças e se a gente está correndo o risco de pegar qualquer tipo de doença com todo esse lixo aí”, finalizou a dona de casa.
A comerciante Meire Santana disse que precisa pagar carroceiros pra não deixar o lixo acumular na frente da casa em que mora, onde também funciona um pequeno comércio na rua do fio, no bairro Novo Horizonte. “Pago umas duas ou três vezes por semana um senhor que trabalha como carroceiro, pra levar todo o lixo que produzimos aqui. Se for depender da prefeitura, nossas casas vão virar um verdadeiro lixão”, reclamou.
A comerciante completou dizendo que “como se não bastasse o cheiro forte que exala do lixão por toda a cidade, agora cada casa também está se tornando um pequeno lixão, já que há semanas o lixo não está sendo recolhido no município”.
Em nota, a prefeitura de Marituba disse que “houve problemas técnicos na coleta de lixo domiciliar do dia 15 ao dia 25 de novembro. Os nove coletores que operam diariamente passaram por problemas técnicos, que geralmente ocorrem neste período de chuva intensa, onde fica intrafegável o acesso às montanhas de lixo do aterro sanitário. Os caminhões coletores não conseguem subir na montanha de resíduos, sendo necessário a utilização de um trator de esteira para puxar os veículos. Toda vez que isso ocorre os caminhões coletores danificam. Isso faz com que a frota fique desfalcada, com isso ocorra a insuficiente de veículos para a coleta de lixo”.
Fonte Roma News



