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Moradores de Belém aprovam blitz contra motociclistas e comparam trânsito da capital ao caos da Índia

Enquanto parte dos motociclistas protesta contra a intensificação das fiscalizações, população elogia a ação e aponta abusos cometidos nas ruas da cidade. “Quem está regular não tem do que reclamar”, dizem moradores.

As blitz de fiscalização no trânsito de Belém têm dividido opiniões. De um lado, motociclistas que se dizem prejudicados pelas operações; de outro, moradores que comemoram a retomada da ordem nas ruas. A ação faz parte da Operação Paz no Trânsito, realizada por meio de um convênio entre a Prefeitura de Belém, através da Secretaria Municipal de Segurança (SEGBEL), e a Polícia Militar do Pará.
Os motociclistas que protestam alegam que há excesso nas abordagens. Centenas de motos teriam sido apreendidas, muitas delas utilizadas como instrumento de trabalho de autônomos e trabalhadores informais. “Estamos sendo impedidos de trabalhar. Estão levando motos por qualquer motivo, e a gente fica sem opção”, desabafou um mototaxista durante uma manifestação.

Apesar da revolta de parte dos condutores, o outro lado da população vê as blitz como necessárias e tardias. Nas redes sociais, muitos moradores afirmam que o trânsito da capital se assemelha ao da Índia, devido ao caos e à imprudência generalizada. “Tem gente que anda sem capacete, avança sinal, circula na contramão, faz barulho com descarga adulterada e agora reclama de fiscalização? É piada!”, escreveu um internauta.

Outro comentário ressalta que os motociclistas que estão com documentação em dia e com a moto regularizada não têm motivo para se preocupar. “Se tiver tudo certinho, pode ter dez blitz por dia. Você vai passar tranquilo. O problema é que a maioria anda com pneu careca, sem retrovisor, escapamento adulterado e sem licenciamento”, disparou um morador.

Há também críticas ao barulho provocado por grupos de motoqueiros com escapamentos adulterados, que circulam à noite pelas principais avenidas, perturbando o sossego da população. “A fiscalização tem que continuar, principalmente contra esse pessoal que tira a paz dos bairros com escapamento estourado”, comentou outro.

Nas ruas e nas redes, a população está dividida. Enquanto parte defende o direito ao trabalho dos motociclistas, a maioria aponta que os abusos no trânsito não podem ser ignorados. “Pediram fiscalização, agora reclamam quando ela acontece. Isso mostra o quanto estamos em uma cidade contraditória”, concluiu um internauta.

Até o momento, a Prefeitura de Belém e a SEGBEL não divulgaram números oficiais sobre apreensões ou notificações aplicadas desde o início da operação. O que é certo é que o debate sobre o trânsito em Belém segue longe de uma solução consensual.

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