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Mercado de São Brás vira vitrine turística durante a COP 30 em Belém

Após revitalização de R$ 150 milhões, espaço histórico atrai visitantes brasileiros e estrangeiros com gastronomia, cultura e arquitetura centenária.

O Mercado de São Brás, um dos mais importantes patrimônios históricos de Belém, tornou-se um dos principais pontos de encontro de turistas durante a COP 30. Totalmente revitalizado como parte do pacote de obras para o evento, o espaço passou a receber grande fluxo de visitantes brasileiros e estrangeiros atraídos pela combinação de gastronomia, cultura e arquitetura.

Erguido no auge do ciclo da borracha e projetado pelo arquiteto italiano Filinto Santoro, o prédio de 114 anos reúne hoje um polo gastronômico com mais de 80 operações, estacionamento subterrâneo e sistemas de energia limpa. A última etapa da reforma foi entregue em outubro, com a inauguração do novo complexo central dedicado a restaurantes e quiosques.

Entre os visitantes, o turista chinês Andy Fan destaca a experiência gastronômica:
“É um lugar muito bom, tem muita comida aqui e podemos experimentar o que quisermos”, comentou.

O servidor público manauara George Dipace, que está em Belém pela primeira vez, aprovou tanto o espaço que já o visitou duas vezes para almoçar:
“Saí de um ponto bem distante para vir almoçar aqui. Então é sinal que eu gostei. O atendimento é ótimo, e o peixe é frito na hora”, disse.

A movimentação maior ocorre no fim da tarde e à noite, segundo comerciantes do polo gastronômico. Para Carol Martins, proprietária de um dos estabelecimentos, o evento impulsionou o mercado e aproximou o público local dos visitantes internacionais.
“Acho que a COP está trazendo mais coisa boa do que ruim para a cidade. É um presente para Belém”, afirma.

Funcionárias da Embratur, Caroline Viana e Ingrid Façanha relatam aumento significativo na procura de informações desde o início da conferência. O atendimento bilíngue ajuda a orientar turistas sobre culinária regional e experiências imersivas na cidade.
“O que eles mais perguntam é sobre comida e vivências culturais”, conta Ingrid.

Como foi a reforma?

A restauração do Mercado de São Brás levou mais de dois anos e acumulou três adiamentos — setembro e dezembro de 2024, e julho de 2025. O investimento total foi de R$ 150 milhões, sendo R$ 90 milhões da Itaipu Binacional e R$ 60 milhões da Prefeitura de Belém.

Assinado pelo arquiteto Aurélio Meira, o projeto incluiu centro de convenções, restaurante panorâmico, novos pavilhões térreos, áreas comerciais no subsolo e mezaninos com vista para o conjunto arquitetônico em art nouveau e neoclássico. O espaço já havia passado por uma grande intervenção em 1988, que alterou suas características de uso.

Com a COP 30, o Mercado de São Brás se consolida como uma das principais vitrines culturais e turísticas de Belém, reunindo história, sustentabilidade e inovação.

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