
Um novo fenômeno de comportamento em São Paulo e no Rio vem assustando os médicos: o consumo de um remédio tarja preta por pessoas absolutamente saudáveis, com o objetivo de aumentar o foco nas tarefas do dia a dia. Trata-se do Venvanse, nome comercial do dimesilato de lisdexanfetamina, fabricado pelo laboratório Takeda, sem genérico.
Lisdexanfetamina é uma droga estimulante do sistema nervoso central, utilizada principalmente no tratamento do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade.
O uso do Venvanse foi liberado pela Anvisa para apenas duas situações: tratar pessoas com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), e pacientes diagnosticados com o transtorno da compulsão alimentar periódica (TCAP), distúrbio psiquiátrico que leva o paciente a comer de forma descontrolada, mesmo sem ter fome.
O perfil dos usuários, no entanto, tem sido outro. Vestibulandos, estudantes de concursos públicos, jovens empresários e profissionais da área da tecnologia que querem aumentar a capacidade de concentração. Em São Paulo já é praticamente impossível encontrar a medicação. No Rio de Janeiro, a onda está crescendo e o medicamento já começa a rarear no mercado.
E olhe que seu preço não é barato: o medicamento sai em média entre R$ 450,00 e R$600,00. O risco do mau uso do Venvanse é brutal. Ele faz com que o sistema nervoso entre em um estado que os médicos chamam de “situação luta e fuga”, ou seja, faz com que o corpo fique permanentemente voltado e preparado para fugir de uma ameaça.



