CULTURA PARAENSENACIONALNOTÍCIASPOLÍTICAREGIONAL

Margareth Menezes é criticada por ignorar a Amazônia em composição do Ministério da Cultura

A nova Ministra da Cultura Margareth Menezes vem recebendo críticas por ignorar representantes da Amazônia na composição do novo ministério.

Em seus discursos tanto Margareth quanto o presidente eleito Lula, sempre destacam a importância da valorização e promoção da cultura no país como um todo.

“Nas últimas décadas o Brasil ampliou a ideia de cultura entendendo-a não só como arte, mas em suas três dimensões: econômica, estética e cidadã. Com essa ideia tão potente e ampliadora, a arte e o artista passarão a ser vistos como algo ainda maior”, disse ela em um de seus discursos.

Mas dentro desse processo de reconstrução do MinC, começaram a surgir algumas críticas, com a nomeação dos membros que irão compor as secretarias do ministério, manifestou-se um desconforto quanto à falta de representantes amazônidas.

Com um país tão diverso culturalmente, a concentração de representantes de apenas algumas regiões do Brasil parece contrária à ideia de valorizar toda a cultura nacional, sendo a Amazônia um dos maiores pólos de produção cultural do país, é incoerente não haver sequer um representante da região Norte na pasta do MinC.

A cantora e produtora cultural de Santarém, Priscila Castro, em entrevista ao Tapajós de Fato comentou sobre essa ausência.

“Primeiro eu gostaria de expressar que estou como uma mulher negra e da cultura, muito feliz pela indicação da Margareth no nosso Ministério da Cultura, uma mulher preta e que também tem muitos anos de luta em relação às políticas culturais, e falar que a única tristeza é não termos uma representação amazônida neste ministério com tantos produtores e gestores muito experientes em relação à luta pelas políticas culturais. Infelizmente a Amazônia ainda tem esse olhar satélite, esse olhar de que nós somos um produto, que temos várias coisas pra oferecer, mas a gente não pode estar na liderança, na gestão de um setor muito importante, em especial porque a cultura amazônica é muito rica, muito diversa e pra falar sobre a cultura da Amazônia, também pra ela se inclui, não digo só Amazônia paraense, mas a Amazônia como um todo, é fundamental que nós tivéssemos lá demarcando esse esse espaço”.

Apesar dessa situação, Priscila disse que ainda acredita na revolução cultural e que espera que o MinC crie conexões com os produtores culturais da Amazônia.

Seguindo o próprio discurso de Margareth Menezes, “se a cultura do Brasil é a sétima cultura mais influente do mundo, isso se deve ao seu povo, aos seus artistas, ao setor cultural”, então porque não colocar representantes amazônidas para falar sobre a cultura de sua própria região, com propriedade.

Com informações Tapajó De Fato

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo
Fechar