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Mais de 100 mil mulheres lideram negócios no Pará

Empreendedoras representam quase um quarto das empresas registradas no estado

O Pará conta com 106.735 mulheres à frente de negócios, segundo um balanço divulgado pela Junta Comercial do Estado do Pará (Jucepa). Esse número representa quase 25% das mais de 420 mil empresas ativas no estado, evidenciando o crescimento do empreendedorismo feminino.

A presença das mulheres no mercado empresarial reflete um avanço significativo, considerando que, há 80 anos, elas precisavam de autorização dos maridos para abrir um negócio. Atualmente, elas atuam em diversos setores, como tecnologia, comércio e saúde, contribuindo diretamente para a economia estadual.

“O crescimento do empreendedorismo feminino no Pará demonstra não apenas a capacidade e resiliência das mulheres, mas também sua contribuição fundamental para o desenvolvimento econômico. Na Jucepa, buscamos garantir um ambiente de negócios acessível e favorável para que mais mulheres possam abrir e expandir seus empreendimentos”, afirmou Filipe Meireles, presidente da Junta Comercial.

Setores e cidades com maior presença feminina

O comércio varejista é o setor mais escolhido pelas mulheres empreendedoras no Pará, concentrando 40% das empresas lideradas por elas. O segmento de alimentação também se destaca, com 7.450 negócios sob comando feminino.

Belém lidera o ranking de cidades com maior número de empresárias, totalizando mais de 26.500 negócios. Em seguida, aparecem Ananindeua (8.110), Parauapebas (7.113), Santarém (6.116), Marabá (5.741) e Castanhal (4.411).

Para muitas empreendedoras, o próprio negócio representa uma alternativa à rigidez do mercado tradicional. Bruna Paes, que fundou sua empresa de alimentação em 2024, destaca que a busca por independência financeira e horários flexíveis foi um dos fatores que a motivou a empreender.

“Acredito que o crescimento do empreendedorismo feminino acontece, principalmente, pela necessidade de conciliar trabalho e família sem estar presa a uma rotina fixa. Com criatividade, determinação e fé, as mulheres estão conquistando cada vez mais espaço no mercado”, afirmou.

Superando desafios e expandindo negócios

Além de enfrentar os desafios do mercado, muitas empresárias lidam com dificuldades extras. Juliana Sodré, empresária do setor de vestuário em Castanhal, conta que abriu sua loja ao perceber a falta de roupas infantis de qualidade e preço acessível na cidade.

O negócio, fundado em 2020, sobreviveu à pandemia e cresceu. Hoje, ela emprega oito pessoas. “A nossa concorrência com os homens é desleal. Precisamos administrar empresa, família, casa e ainda lidar com as mudanças hormonais e responsabilidades diárias. Mas a gente dá conta”, concluiu.

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