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Lula gasta mais com cartão corporativo do que Bolsonaro, Temer e Dilma

O presidente Lula, do PT, está ultrapassando seus antecessores em gastos com cartão corporativo em seu terceiro mandato. Os gastos elevados colocam Lula no topo da lista de custos cobertos pelo cartão presidencial, superando Jair Bolsonaro, Michel Temer e Dilma Rousseff.

Até agora, os extratos dos sete primeiros meses do cartão corporativo foram fechados, totalizando um valor próximo a R$ 8 milhões em despesas. Esse ritmo resulta em uma média mensal de gastos recorde, chegando a cerca de R$ 1,1 milhão por mês.

Comparativamente, Bolsonaro apresentava uma despesa média de R$ 1 milhão mensal durante toda sua gestão. Já Temer e Dilma registraram despesas mensais menores, totalizando R$ 584 mil e R$ 905 mil, respectivamente.

Os dados, provenientes do Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU), refletem as faturas do Cartão de Pagamento do Governo Federal (CPGF) da Secretaria de Administração da Presidência da República, que abrange despesas de Lula, sua família e funcionários próximos.

Os cartões corporativos do Palácio do Planalto são utilizados para diversas despesas, incluindo compra de materiais, prestação de serviços, abastecimento de veículos oficiais e operação de segurança do presidente em viagens, além de manutenção e realização de eventos na residência oficial.

Em uma análise dos gastos de Lula apenas nos sete primeiros meses dos governos Bolsonaro, Temer e Dilma, o atual presidente apresenta despesas mais altas. Enquanto Lula chegou a cerca de R$ 8 milhões, Bolsonaro totalizou R$ 5,3 milhões nesse mesmo período.

Procurado para comentar sobre essas despesas, o Palácio do Planalto afirmou que a maior parte dos gastos de Lula está relacionada a viagens internacionais do presidente. Lula realizou 19 viagens nos primeiros oito meses de seu governo.

É importante destacar que não é possível detalhar os gastos de forma completa, pois foram classificados como sigilosos pela CGU, alegando serem informações sensíveis da rotina presidencial que podem colocar a segurança do chefe do Executivo em risco.

Os cartões corporativos foram criados em 2001, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), para cobrir despesas emergenciais relacionadas à compra de produtos e serviços, bem como gastos de viagens, destinados a pessoas que ocupam postos-chave na gestão pública.

Apesar da divulgação dos valores totais das despesas, há um sigilo em relação aos detalhes dos gastos, como alimentação e transporte do presidente, alegando serem informações sensíveis à rotina presidencial. A oposição busca avançar na apuração dessas despesas, pedindo transparência e uma auditoria nos gastos.

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