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Leptospirose no Pará: Sespa alerta para risco da doença durante o inverno amazônico

Chuvas intensas e alagamentos aumentam a exposição à bactéria transmitida pela urina de roedores; população deve redobrar cuidados e procurar atendimento em caso de sintomas.

O período do inverno amazônico no Pará aumenta o risco de transmissão da leptospirose, doença infecciosa associada ao contato com água ou lama contaminadas. Diante do aumento das chuvas e da ocorrência de alagamentos, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) reforçou orientações para prevenção e identificação de casos.

A infecção ocorre quando a bactéria presente na urina de roedores entra em contato com o organismo humano, geralmente por meio de ferimentos na pele ou pelas mucosas. Durante períodos de chuva intensa, tocas de ratos podem ser inundadas, espalhando o agente infeccioso em áreas urbanas e residenciais.

Segundo a Sespa, a identificação da doença pode ser dificultada porque os sintomas iniciais são semelhantes aos de outras enfermidades comuns no período chuvoso. Entre os sinais mais frequentes estão febre, dor de cabeça e dores musculares, principalmente nas panturrilhas.

Esses sintomas podem ser confundidos com gripe, dengue, zika ou chikungunya, o que exige atenção das equipes de saúde para o diagnóstico correto.

A orientação é que pessoas que tiveram contato com água de enchente, lama ou áreas alagadas informem esse histórico ao procurar atendimento em Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou Unidades de Pronto Atendimento (UPA). O diagnóstico e o tratamento precoces ajudam a reduzir o risco de complicações, como insuficiência renal e hemorragias.

Casos registrados no Pará

Dados epidemiológicos indicam que os registros de leptospirose aumentam no período com maior volume de chuvas, geralmente entre janeiro e abril.

Em 2025, o Pará registrou 151 casos confirmados da doença. Belém apresentou o maior número, com 53 registros. Também foram contabilizados casos em municípios como Óbidos e Castanhal.

No balanço inicial de 2026 divulgado pela Sespa, municípios como Santarém e Breves já apresentam notificações, o que mantém o alerta para medidas de prevenção durante a estação chuvosa.

Medidas de prevenção

As autoridades de saúde orientam a população a adotar cuidados para reduzir o risco de infecção:

  • Evitar contato com água de enchentes e lama, sempre que possível;
  • Utilizar botas ou sacos plásticos resistentes ao caminhar em áreas alagadas;
  • Não acumular lixo ou entulhos, para reduzir a presença de roedores;
  • Manter alimentos de animais domésticos protegidos;
  • Consumir água tratada e higienizar alimentos antes do consumo.

A Sespa também recomenda procurar atendimento médico em caso de sintomas após exposição a enchentes ou locais alagados.

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