Justiça determina bloqueio a Edmilson Rodrigues por despesas irregulares
Edmilson é suspeito de envolvimento na Operação Tanque Furado

O prefeito Edmilson Rodrigues (PSOL) está entre os 104 políticos apontados em levantamento da ONG Ops que apresentam supostas irregularidades na prestação de contas do uso de gasolina. As denúncias são referentes ao período em que Edmilson Rodrigues exercia o cargo de deputado federal.
Além dele, outros cinco deputados paraenses também aparecem na lista: Beto Faro (PT-PA), Celso Sabino (PSDB-PA), Cristiano Vale (PL-PA), Delegado Éder Mauro(PSD-PA) e Olival Marques (DEM-PA).
Segundo a auditoria realizada em documentos fiscais realizada pela ONG Ops, alguns destes políticos conseguiram a façanha de realizar abastecimentos com mais de mil litros de combustível em apenas um abastecimento. Que tanque em!!!
De acordo com a “Operação Tanque Furado”, as irregularidades apontam indícios de crimes tributários, uma vez que diversas notas fiscais analisadas aparecem emitidas em nome de consumidores que não fazem parte do gabinete parlamentar, em nome de empresas ou mesmo não foram emitidas em nome de ninguém.
Outra irregularidade apontada é que os relatórios de gabinetes contabilizam – sempre dos mesmos postos de gasolinas – gastos em exatos R$ 6 mil, que é o limite mensal definido pela Câmara dos Deputados, como se fosse possível medir gota por gota de combustíveis.
Bloqueio – Os casos foram encaminhados como denúncia ao Ministério Público Federal, ao Tribunal de Contas da União e à Câmara dos Deputados. O vereador Fernando Holiday (NOVO), com base no relatório da ONG, moveu ação contra os 104 parlamentares, entre eles o atual prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues.
O Juiz Federal Renato Coelho Borelli mandou suspender o pagamento das despesas com combustíveis desses deputados, nos casos apontados no relatório. Confira aqui a decisão.
Condenação – O prefeito Edmilson Rodrigues foi condenado por improbidade administrativa no ano de 2016.
Veja : Candidato do PSOL em Belém é condenado por improbidade
Trata-se da ação civil pública de improbidade administrativa (processo nº 2009.39.00.011193-5) na qual são partes, como autores, o Ministério Público Federal (tendo como assistente litisconsorcial o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE), e, como réus, Edmilson Brito Rodrigues e outros.
Segundo o MPF, Edmilson quando à frente da prefeitura de Belém em seu segundo mandato, teria adquirido 14 mil livros didáticos que, entretanto, nunca chegaram às escolas.



