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Judeus de Belém são vítimas de antissemitismo desde início da guerra em Gaza e declaração de Edmilson Rodrigues, denuncia jornal francês Le Monde

A comunidade judaica em Belém tem enfrentado crescentes preocupações com o aumento do antissemitismo desde o início do conflito em Gaza, conforme denunciado pelo jornal francês Le Monde. O periódico relata que a comunidade, composta principalmente por sefarditas originários do Marrocos, tem se sentido cada vez mais isolada e ameaçada em meio à hostilidade crescente.

A reportagem destaca que, até recentemente, o antissemitismo era uma realidade desconhecida para os judeus na região amazônica. No entanto, a declaração de apoio do prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, à população palestina durante o conflito com o grupo Hamas, desencadeou uma onda de hostilidade contra a comunidade judaica da capital.

Relatos de mensagens de ódio circulando nas redes sociais e um clima de medo entre os membros da comunidade tornaram-se cada vez mais comuns desde então. O rabino Disraeli Zagury, da sinagoga Beit Chabad, ressalta que muitos judeus agora evitam sair às ruas por medo de ataques ou assédio.

A reportagem explica que, diferentemente dos ashkenazi – comunidade judaica dominante do Brasil – os sefarditas da Amazônia são quase integralmente originários do Marrocos. Representando 0,02% entre as 17 milhões de pessoas que habitam na região, a minoria escolheu Manaus ou Belém para viver.

Na capital paraense, o Le Monde visitou a sinagoga Sha’ar Hashamayim, construída entre 1826 e 1828, considerada a mais antiga do Brasil. O bicentenário local de culto, com cadeiras de jatobá e vitrais verde-amarelos, é tão único que se tornou um ponto turístico para visitantes europeus e israelenses, afirma seu diretor Samuel Gabbay ao Le Monde.

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