
Em decreto publicado nesta segunda-feira (11), o Papa Francisco alterou regras para permitir formalmente que as mulheres atuem como leitoras em liturgias e distribuidoras de comunhão. Elas também poderão prestar serviços no altar.
O Papa formalizou algo que já acontecia na prática em muitos países. A diferença agora é que, ao introduzir a mudança no Código de Direito Canônico, será impossível para bispos conservadores, por exemplo, impedir que mulheres em sua diocese exerçam essas funções.
O Vaticano enfatizou, no entanto, que as funções são “essencialmente distintas do sacerdócio ordenado”, o que significa que não devem ser vistas como um precursor automático para que mulheres possam um dia serem ordenadas no sacerdócio. A função continua a ser exercida apenas por homens.
“O Pontífice, portanto, decidiu que as mulheres podem ter acesso a essas práticas e que podem ter funções litúrgicas institucionais”, informou o Vaticano em uma nota explicativa.
No decreto, denominado “Spiritus Domini”, Francisco disse que tomou sua decisão após reflexão teológica. Ele afirmou que muitos bispos de todo o mundo consideravam a mudança necessária para responder às “necessidades dos novos tempos”.
O Papa também criou comissões para estudar a história das mulheres diáconas nos primeiros séculos da Igreja Católica.
Os diáconos, como os sacerdotes, são ministros ordenados e devem ser homens. Eles não podem celebrar missas, mas podem pregar, ensinar em nome da Igreja, batizar e realizar cerimônias de casamento, velórios e funerais, e até mesmo comandar uma paróquia com a permissão de um bispo.
Fonte O GLOBO



