O IBGE termina nesta semana o levantamento da Pesquisa Urbanística do Entorno dos Domicílios, iniciada em 20 de junho. Até a última sexta feira (9), 88,51% da coleta em média já haviam sido realizados e 13 estados já haviam alcançado mais de 90% do levantamento. A pesquisa traça um panorama da infraestrutura urbana do país e marca o início das operações do Censo 2022.
Para viabilizar a operação do Censo Demográfico, o IBGE dividiu o país em setores censitários – pequenas áreas geralmente com cerca 250 a 350 domicílios. Na Pesquisa do Entorno, mais de 22 mil agentes censitários percorreram até sexta 286.113 setores censitários urbanos e chegarão, ao final dos trabalhos, a todos os 326.651 setores das cidades brasileiras.
“Teremos um panorama mais completo da infraestrutura urbana das cidades brasileiras, incluindo as áreas que normalmente são as mais carentes em termo de infraestrutura. Com isso, o poder público terá melhores informações para planejar políticas públicas que melhorem a qualidade de vida das populações que vivem nestas áreas”, afirma o diretor de Geociências do IBGE, Claudio Stenner.
Há um grande comprometimento das equipes em fazer um bom trabalho. Até amanhã (12), quase a totalidade dos setores terão sido cobertos, destaca Maikon. O que não for mapeado até lá – devido a problemas como chuva, áreas inundadas e dificuldades ou desastres ambientais – será completado depois, mas ainda antes do início da coleta domiciliar do Censo em 1º de agosto.
“Há outro grupo de setores que foi programado para ser mapeado somente na coleta domiciliar. Esse grupo refere-se aos territórios dos povos e comunidades tradicionais que serão cobertos no final, porque há todo um protocolo de abordagem a ser adotado pelos recenseadores nas áreas quilombolas e indígenas”, explica Maikon.
“Além disso, para cada segmento de rua, o agente censitário responde a um questionário que levanta dez quesitos da infraestrutura urbana, sendo três deles novos. No momento que o agente percorre o setor, ele também está identificando, por meio de observação, a capacidade da via, se ela é pavimentada, se há bueiro/boca de lobo, se há a iluminação pública, se há pontos de ônibus/van (novo), sinalização para bicicletas (novo), calçada, presença de obstáculo na calçada (novo), rampas para cadeirante e arborização. Esses quesitos traçam um quadro urbanístico do setor. Como a pesquisa é aplicada em todos os municípios do Brasil, vai trazer um retrato da infraestrutura do país”, destaca o gerente.



