O Ministério das Cidades começa nesta segunda-feira (2) a execução das medidas de reconstrução em Juiz de Fora e municípios vizinhos da Zona da Mata mineira afetados pelas fortes chuvas da última semana. Técnicos da pasta foram deslocados para atuar diretamente com as prefeituras na definição de projetos habitacionais e recuperação da infraestrutura urbana.
A missão foi determinada pelo ministro Jader Filho, que esteve na região no sábado (28) ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante a visita, foram realizadas reuniões com gestores de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa para alinhar ações emergenciais.
Reconstrução após chuvas na Zona da Mata
Segundo o governo federal, a prioridade inicial envolve áreas de Saneamento, Habitação e atendimento a comunidades em situação de vulnerabilidade. O foco é garantir solução rápida para famílias que perderam moradias ou tiveram imóveis interditados após os temporais.
A equipe técnica permanecerá na região para mapear danos estruturais, concluir cadastros e definir o cronograma de obras.
Compra Assistida pelo Minha Casa Minha Vida
Entre as medidas confirmadas está a aplicação da modalidade Compra Assistida, vinculada ao programa Minha Casa Minha Vida. A iniciativa permite que famílias atingidas adquiram imóveis em qualquer cidade de Minas Gerais com recursos integralmente subsidiados pela União.
O modelo já foi utilizado após as enchentes no Rio Grande do Sul e, segundo o ministério, atendeu mais de 10 mil famílias desde 2024.
Para garantir agilidade no processo, o governo informou que haverá articulação permanente entre os ministérios envolvidos, prefeituras e a Caixa Econômica Federal, responsável pela operacionalização dos contratos habitacionais.
Novo PAC destina R$ 3,5 bilhões a Minas Gerais
Além da reconstrução, o plano federal inclui ações preventivas por meio do Novo PAC. Minas Gerais tem R$ 3,5 bilhões previstos para obras de drenagem urbana e contenção de encostas.
Juiz de Fora é o segundo município do estado com maior volume de recursos selecionados para prevenção, com R$ 468,5 milhões destinados a projetos estruturais.
O Ministério das Cidades aponta que os investimentos em macrodrenagem e estabilização de áreas de risco são estratégicos diante da recorrência de eventos climáticos extremos.
Próximas etapas
A liberação de recursos emergenciais e o início da construção ou aquisição de novas moradias dependem da conclusão dos levantamentos técnicos e da validação dos cadastros das famílias atingidas.
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