Testemunhas do assassinato da juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, morta pelo seu ex-marido na véspera de Natal, dia 24, contaram que foram elas quem protegeram as crianças enquanto o crime era praticado. Um casal, que saía de um restaurante próximo ao local, percebeu o engenheiro Paulo José Arronenzi em “atitude suspeita”, antes mesmo de a magistrada chegar de carro com as três filhas. Quando a juíza chegou, viram o agressor desferir “um forte golpe no rosto da vítima”. Foi aí que pediram socorro dentro do estabelecimento.
A magistrada foi morta por volta das 18 horas de quinta-feira, 24, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, na frente das três filhas, todas menores de idade.
Segundo o depoimento ao qual o portal Extra teve acesso, um dos proprietários do restaurante foi imediatamente ao local tentar socorrer a juíza, que já estava caída no chão. Em seguida, uma das testemunhas, uma jornalista, pegou as três crianças, que tinham saído do carro da mãe, e correu com elas para longe da cena do crime. A medida foi tomada, segundo o relato, porque ela estava “com medo de que Paulo José tentasse contra a vida das meninas”.
Após saber que uma equipe da Guarda Municipal já havia prendido o engenheiro, a testemunha levou as três crianças para o restaurante. No local, os parentes foram acionados para resgatar as meninas, com idades entre 7 e 9 anos. Nesta sexta-feira, o assassino teve a prisão convertida em preventiva.
Prisão – O engenheiro Paulo José Arronenzi, que foi preso em flagrante ainda na quinta-feira, 24, por feminicídio após matar a juíza a facadas, teve a prisão temporária convertida em preventiva na sexta-feira, 25.
A decisão foi da juíza Monique Brandão durante a audiência de custódia do engenheiro Paulo José Arronenzi. Ele foi encaminhado, em seguida, para um presídio do sistema da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap).
Fonte: Extra



