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Família cobra Justiça por morte do filho de escrivã em operação da Polícia Federal em Belém

Manifestação ocorreu quatro meses após a morte de Marcello Vitor Carvalho, ocorrida durante ação da Polícia Federal no bairro do Jurunas

Familiares de Marcello Vitor Carvalho realizaram um ato público na manhã deste domingo (8), na praça da República, em Belém, para cobrar a conclusão das investigações sobre a morte do jovem, ocorrida durante uma operação da Polícia Federal em outubro de 2025. A mobilização aconteceu exatamente quatro meses após o caso.

A mãe de Marcello, Suellen Carvalho, que é escrivã da Polícia Civil do Pará, afirmou que o objetivo da manifestação foi pedir celeridade e imparcialidade na apuração. Segundo ela, o protesto foi pacífico e buscou chamar a atenção das autoridades para a demora na finalização do inquérito policial.

De acordo com Suellen, a operação ocorreu por volta das 6h do dia 8 de outubro de 2025, quando policiais federais entraram na residência da família. Marcello, de 24 anos, estava no quarto no momento da ação e morreu após ser atingido por disparos. Ele era filho único e servidor público estadual, lotado na Polícia Civil do Pará, onde exercia a função de assistente administrativo.

A mãe informou que foram instaurados um inquérito policial pela Polícia Federal e um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) pelo Ministério Público Federal. Também foram realizadas perícias, incluindo exames balísticos, necropsia e análise do local. Parte dos laudos já foi concluída, restando ainda documentos complementares e o relatório final da reconstituição, que contou apenas com a participação dos agentes envolvidos.

Segundo a família, a manifestação teve como finalidade cobrar a conclusão do inquérito e questionar a condução das investigações. Suellen afirmou que contesta a versão apresentada oficialmente e nega que o filho tivesse antecedentes criminais ou envolvimento com atividades ilegais.

A morte ocorreu durante a operação “Eclesiastes”, deflagrada no bairro do Jurunas. Dois dias após o caso, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, declarou que a ação tinha como objetivo o cumprimento de um mandado de prisão expedido pela Justiça Federal contra um investigado que estaria no local.

De acordo com a Polícia Federal, durante o cumprimento do mandado houve reação por parte de um morador, identificado como Marcello, que teria agredido um agente e tentado tomar a arma de outro policial. Diante disso, os policiais reagiram, e o jovem foi atingido. A PF informou que todos os procedimentos foram periciados e que o caso segue sob acompanhamento do Ministério Público Federal e do Judiciário.

A família contesta essa versão e afirma que não havia mandado direcionado à residência e que Marcello estava acordando no momento da abordagem. Também foi levantada a hipótese de confusão de nomes, uma vez que o alvo da operação teria o mesmo primeiro nome. A Polícia Federal negou erro e reiterou que o mandado se refere à pessoa investigada, independentemente do endereço.

Até o momento, não houve divulgação oficial sobre a conclusão das investigações.

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