A taxa de pobreza na região metropolitana de Belém subiu de 26,2%, em 2014, para 36%, em 2021. É o maior patamar da série histórica. É o que aponta a nona edição do “Boletim Desigualdade nas Metrópoles”, produzido em parceria pelo Observatório das Metrópoles, a PUC do Rio Grande do Sul e a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL).
Em relação à extrema pobreza, a taxa evoluiu de 3,2% para 8,5% no período pesquisado, levando em consideração pessoas que vivem com R$ 160 mensais ou menos.
A base para a sondagem é a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (PNAD Contínua) versão anual, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o professor de Sociologia da PUC-RS e responsável pela pesquisa, André Salata, a crise econômica de 2014 a 2016 explica a inclusão de mais pessoas na linha da pobreza. Para ele, a situação se agravou com a pandemia da Covid-19.
“A piora da maior parte dos indicadores sociais começa entre 2014 e 2015, e a pandemia age então sobre um patamar de vulnerabilidade que já estava muito elevado mesmo para os nossos padrões.”, disse o professor.
A pesquisa mostrou que, em 2014 e 2021, a renda dos mais pobres caiu de R$347 para R$ 246 em Manaus, de R$ 335 para R$ 274 em Macapá, e de R$ 379 para R$ 286 em Belém.
O estudo revela que as situações mais críticas em 2021 foram observadas em Manaus (41,8%) e Grande São Luís (40,1%), as duas únicas acima de 40%. Já os locais com os menores resultados foram Florianópolis (9,9%) e Porto Alegre (11,4%).





