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Estagnada economicamente, Belém perde o posto de maior PIB paraense para Parauapebas

O IBGE divulgou nesta sexta-feira (18) o Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios brasileiros referentes ao ano de 2020, já com os impactos das restrições por causa da pandemia da Covid-19. Os novos dados revelam que Belém teve uma queda de R$2 bilhões em seu PIB, saindo de R$32,4 bilhões em 2019 para R$30,8 bilhões em 2020, retração capitaneada pelo setor de serviços, responsável por mais de 70% da economia da cidade e que mais sofreu com as restrições.

Com esse desempenho pífio, a capital paraense perdeu o posto de maior economia do Pará, sendo ultrapassada pelo município de Parauapebas, no Sudeste paraense, que naquele ano atingiu R$38 bilhões, desempenho conseguido com melhoras recordes no preço do minério de ferro, na taxa de câmbio e nas exportações. Com esse desempenho, Parauapebas não só alcançou o posto de maior economia do estado, como também entrou para o rol das 25 maiores economias do Brasil, sendo a única representante paraense no topo.

O péssimo desempenho de Belém também fez com que a capital paraense fosse ultrapassada por São Luís do Maranhão, além de ver Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, se aproximar. Das capitais acima de 1 milhão de habitantes, Belém só ficou a frente de Maceió, que tem 500 mil moradores a menos. Goiânia, Recife e Porto Alegre, capitais do mesmo porte que Belém, todas possuem seus PIBs acima de R$50 bilhões, com destaque para Porto Alegre, com PIB de quase R$80 bilhões.

É certo que a capital do Pará vem há anos no ostracismo econômico, concentrando sua economia na administração pública e no comércio. Com isso, sem indústria, sem novos investimentos privados e públicos, sem infraestrutura, a cidade ver todos os dias centenas de moradores migrando para outras regiões do país em busca de oportunidades.

Além disso, Belém resolveu escolher prefeitos medíocres, sem visão do futuro, que acham que os desafios de uma metrópole como a nossa, será resolvida apenas com reforma de feiras e economia criativa. Enquanto o Brasil anda, Belém vai ficando para trás. Para quem foi a metrópole da Amazônia, hoje se contenta apenas de ser coadjuvante.

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