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Em 2021, 29,5% dos jovens paraenses não estudavam e nem trabalhavam

Em 2021, o Pará tinha 704 mil (29,5%) jovens que não estudavam e nem trabalhavam, a famosa geração “nem-nem”. Esses dados colocam o estado com uma das maiores taxas de “nem-nem” entre os estados brasileiros. Os dados  são da Síntese de Indicadores Sociais, divulgada na última sexta-feira (02) pelo IBGE.

Jovens que não trabalham e nem estudam. Fonte: IBGE

O indicador do IBGE inclui simultaneamente os jovens que não estudavam e estavam desocupados (que buscavam uma ocupação e estavam disponíveis para trabalhar) e aqueles que não estudavam e estavam fora da força de trabalho, ou seja, que não tomaram providências para conseguir trabalho ou tomaram e não estavam disponíveis. Esse indicador é, portanto, uma medida mais rigorosa de vulnerabilidade juvenil do que a taxa de desocupação, pois abrange aqueles que não estavam ganhando experiência laboral nem qualificação, possivelmente comprometendo suas possibilidades ocupacionais futuras.

Vale ressaltar que o módulo anual de educação da PNAD Contínua não foi à campo em 2020 e 2021. Nesse sentido, a condição de estudante que compõe o indicador dessa divulgação não incluiu alguns aspectos da qualificação juvenil, como frequência em curso técnico de nível médio, curso normal (magistério), curso pré-vestibular e curso de qualificação profissional (cursos de formação para determinada ocupação).

“No primeiro ano de pandemia houve queda no grupo de jovens que estavam ocupados e essa queda não foi compensada pelo aumento no percentual dos jovens que só estudavam. Portanto, houve um aumento no número de jovens que não estudam e nem estão ocupados. Apesar da leve recuperação observada em 2021, essa condição continua afetando mais de 1 ⁄ 4 dos jovens de 15 a 29 anos”, explica Betina Fresneda, analista do IBGE.]

Os maiores percentuais de jovens que não estudavam nem estavam ocupados estavam no Maranhão (37,7%) e Alagoas (36,6%) e os menores, em Santa Catarina (12,2%) e Paraná (17,9%).

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