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Égua resgatada após cair em bueiro em Ananindeua morre dois dias após ser socorrida

Animal havia sido resgatado no sábado após cair em um bueiro aberto e não resistiu às múltiplas fraturas; caso é investigado pela Polícia Civil.

A égua que havia sido resgatada após cair em um bueiro sem tampa no último sábado (14), em Ananindeua, morreu na manhã desta segunda-feira (16). Apesar dos esforços da equipe veterinária, o animal sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu aos ferimentos.

A égua estava sob cuidados do Projeto Carroceiro da Universidade Federal Rural da Amazônia. A equipe realiza uma necrópsia para confirmar a causa exata da morte, e o laudo deve ser concluído ainda nesta segunda-feira.

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Segundo o professor Djacy Ribeiro, o animal era uma fêmea com mais de 10 anos e chegou ao projeto com múltiplas fraturas, desidratação e fortes dores. No atendimento emergencial foram realizados procedimentos como medicação, hidratação e alimentação parenteral, mas o quadro clínico era grave.

De acordo com o professor, exames preliminares indicaram que a égua estava polifraturada, situação que está sendo confirmada pela necropsia. Ele também destacou a necessidade de mais estrutura para o atendimento de animais resgatados.

“Precisamos de equipamentos de diagnóstico, como raio-x. Mais da metade dos animais que chegam apresentam problemas ortopédicos. Atualmente a UFRA é a única instituição acionada para esse tipo de atendimento em toda a região metropolitana”, afirmou.

O caso

O acidente ocorreu na Rua das Orquídeas, no conjunto Jardim Amazônia 1, no bairro Águas Brancas. A égua caiu em um bueiro durante as primeiras horas do dia e precisou de resgate especializado após moradores acionarem autoridades.

Segundo informações iniciais, o animal permaneceu mais de 72 horas deitado, condição considerada de maus-tratos e que pode ter agravado o quadro de saúde.

A Polícia Civil do Estado do Pará informou que o caso é investigado pela Delegacia de Proteção Animal, vinculada à divisão especializada em meio ambiente e proteção animal. Denúncias sobre o tutor do animal podem ser feitas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181.

Atendimento a animais resgatados

Além dos atendimentos a animais utilizados por carroceiros, o projeto atualmente mantém 10 animais internados, encaminhados por órgãos públicos. Nove deles necessitam de cuidados permanentes devido a sequelas ortopédicas.

Com 23 anos de atuação, o Projeto Carroceiro é referência no combate aos maus-tratos e oferece atendimento clínico gratuito a equinos utilizados em atividades de tração na região metropolitana de Belém.

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