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Eduardo Bolsonaro diz ter “inveja de Nicolás Maduro”

Filho do ex-presidente afirma que Jair Bolsonaro recebe tratamento inferior ao do líder venezuelano e acusa STF de agir de forma “antidemocrática”

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro declarou, na última segunda-feira (12), que sente “inveja” do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ao comparar as condições da prisão do líder venezuelano com a do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, detido desde 22 de novembro de 2025 na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

A declaração foi feita por meio das redes sociais, onde Eduardo criticou duramente as circunstâncias da custódia do ex-presidente brasileiro. Segundo ele, Maduro estaria recebendo um tratamento mais adequado no Metropolitan Detention Center (MDC), prisão federal localizada no Brooklyn, em Nova York, conhecida por problemas estruturais e apelidada de “inferno na Terra”.

“Tenho inveja de Nicolás Maduro. Sim, é isso. Quando você vê esse tipo de imagem, onde ele anda por um bom espaço, eu começo a comparar com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos de prisão por uma suposta tentativa de golpe de Estado”, afirmou Eduardo.

Na sequência, o ex-deputado descreveu a cela ocupada por Bolsonaro como um espaço pequeno e desconfortável. “Meu pai vive em um lugar que tem, eu não sei, uns 30 metros quadrados, ouvindo o dia inteiro esse barulho que vem do ar-condicionado”, disse. Ele também afirmou que o tratamento médico recebido por Maduro seria superior ao oferecido ao ex-presidente brasileiro. “Quando você pensa que algo pode acontecer com ele, com certeza receberá um médico, uma assistência médica adequada”, declarou.

PF diverge da versão apresentada por Eduardo

As declarações, no entanto, divergem das informações divulgadas oficialmente pela Polícia Federal. Segundo a corporação, a cela ocupada por Jair Bolsonaro possui cerca de 12 metros quadrados, conta com banheiro privativo e está equipada com cama, cadeira, armário, escrivaninha, televisão e frigobar.

Eduardo Bolsonaro também relatou um suposto episódio de negligência médica após o ex-presidente sofrer uma queda dentro da cela. De acordo com ele, Bolsonaro teria batido a cabeça durante a noite, mas o ocorrido só teria sido percebido na manhã seguinte. “Só então chamaram um médico, horas depois do ocorrido”, afirmou.

Críticas a Alexandre de Moraes e ao STF

O parlamentar direcionou críticas diretas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, responsável pelas decisões no caso. Segundo Eduardo, Jair Bolsonaro seria o único preso no país que precisaria de autorização de um ministro da Corte para receber atendimento hospitalar.

“Qualquer outro preso no Brasil pode receber atendimento de urgência a qualquer momento, mas, no caso do meu pai, isso foi negado”, disse. Ele classificou a situação como incompatível com um regime democrático. “Esse é o tipo de ditadura que estamos vivendo no Brasil. Como se chama um sistema que faz isso com meu pai? Democracia? Você tem certeza?”, questionou.

Prisões e contexto judicial

Nicolás Maduro e a primeira-dama venezuelana, Cilia Flores, estão detidos no Metropolitan Detention Center, penitenciária federal que já abrigou presos de grande repercussão internacional, como o rapper Sean “Diddy” Combs e Michael Cohen, ex-advogado do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O local é alvo constante de críticas por superlotação, violência e falhas estruturais.

Jair Bolsonaro, por sua vez, foi preso por ordem do STF após descumprir medidas judiciais relacionadas ao uso de tornozeleira eletrônica. A decisão apontou risco de fuga e levou à revogação da prisão domiciliar. Posteriormente, Alexandre de Moraes determinou que o ex-presidente permanecesse detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

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