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Deteriorado, Mangueirão deve ser interditado

Representantes dos clubes participantes da primeira divisão do Parazão estiveram reunidos, nesta terça-feira, com o presidente da Fundação Paraense de Rádiodifusão (Funtelpa), órgão do Governo do Estado que é um dos patrocinadores da competição e responsável pela transmissão dos jogos. Foi uma conversa inicial e específica no sentido de buscar soluções para viabilizar a retomada do Parazão, mas novos obstáculos também foram descobertos.

O Paysandu foi representado pelo seu próprio presidente, Ricardo Gluck Paul, que repassou alguns dos temas debatidos no encontro. Além dos entraves financeiros, uma novidade negativa veio à tona: a deterioração física do Mangueirão se agravou nos últimos meses, também em razão da falta de uso e manutenção causada pela pandemia.

– A informação que nós temos é que o Mangueirão não tem mais condições de receber jogo. As informações vêm de uma situação de agravamento do que ocorreu no último Re-Pa. Hoje, então, temos mais placas comprometidas, mais situação de exposição de ferragens, de concreto. A informação que a gente tem é que o Mangueirão vai entrar em interdição já, imediatamente. Ou seja, isso também traz mais um questionamento para essa situação. A gente não tinha mais recurso e agora não tem mais o estádio – levantou o mandatário bicolor.

Na primeira reunião da Comissão de Segurança no Combate à Covid-19, da FPF, chegou-se ao consenso que os jogos restantes do Parazão seriam disputados em estádio único e o Mangueirão era naturalmente o principal candidato.

Debate sobre custos do campeonato

Ainda de acordo com Ricardo Gluck Paul, os clubes utilizaram o espaço para expor à Funtelpa questões financeiras e discutir custos para uma possível retomada do Parazão 2020.

– Foi uma conversa muito boa, em que a gente pôde colocar a eles as nossas preocupações, o que a gente tem entendido sobre os custos do campeonato. Ficou muito claro que o Governo não tem condições de arcar com os custos dos protocolos que estão sendo desenhados. Isso é um ponto importante, também para a gente não ficar perdendo tempo imaginando se o Governo entraria ou não entraria com alguma coisa – detalhou.

O presidente do Paysandu afirmou que a prioridade dos clubes disputantes da competição é buscar todas as formas de viabilizar o retorno do torneio ainda em 2020 antes de desistir da retomada.

– Ficamos de apresentar, para a Funtelpa, um orçamento do que seria esse retorno de campeonato para a gente, para que a gente possa procurar uma solução juntos. A ideia é não haver intransigência de nenhuma parte. A gente não quer que fique a impressão, para ninguém, de que a gente decidiu não ter mais campeonato. A gente está se dispondo a procurar solução. Sabemos que é muito difícil, a situação de retorno é praticamente inviável, mas, se for muito difícil, a gente vai trabalhar para ser possível. Na hora que ficar impossível, a gente pode dizer que fez de tudo e tentou – argumentou Gluck Paul.

Segundo o mandatário alviceleste, uma alternativa pensada seria a entrada de um novo patrocinador, com dinheiro privado, para ajudar no custeio do Parazão.

– Há, da nossa parte, a esperança de arrumar um patrocinador privado, que possa bancar esse retorno do campeonato junto com o Governo, que possa complementar esse valor que vamos encontrar agora e chamamos de custo de retorno. Foi uma primeira rodada de diálogo e a gente vai continuar conversando nesse sentido para poder buscar uma viabilidade ou concluir que não há viabilidade. Fica ruim, da nossa parte, dizer preliminarmente que o campeonato ficou inviabilizado sem a gente tentar uma alternativa antes – concluiu.

Fonte GloboEsporte.com

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