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Defensoria Pública do Amazonas solicita intervenção federal devido às queimadas

A Defensoria Pública do Amazonas fez uma solicitação de intervenção federal no estado devido aos quase sete mil focos de queimadas. A Procuradoria-Geral da República avaliará este pedido e pode acionar o Supremo Tribunal Federal em relação à situação crítica no estado.

A Defensoria argumenta que o governador do Amazonas, Wilson Lima, tem sido omisso na resolução das queimadas e da grave seca que afeta o estado. O documento enviado à PGR afirma que o Estado não tem tomado ações adequadas para evitar as queimadas, prejudicando a qualidade do ar em Manaus e impactando a saúde da população.

Em setembro, o governo do Amazonas declarou estado de emergência ambiental e destinou R$ 1,1 milhão para a atuação de brigadistas no “arco do desmatamento”. No entanto, desde então, o número de queimadas tem aumentado.

A Defensoria argumenta que os números demonstram a situação calamitosa da população amazonense e a falta de atuação efetiva do governo local para solucionar o problema. Além disso, a fumaça está agravando a qualidade do ar em Manaus, resultando em problemas respiratórios e aumento da demanda por medicamentos antialérgicos.

A situação é descrita como uma crise grave que lembra a crise do oxigênio ocorrida em janeiro de 2021, onde a gestão ineficiente resultou em mortes por asfixia em Manaus. A representação enfatiza que a capacidade administrativa do Estado tem se mostrado ineficaz e que, se não houver mudanças significativas, uma parte considerável da Amazônia poderá desaparecer este ano, indicando uma completa degradação nos próximos meses.

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