Damares Alves, senadora pelo partido Republicanos, causou polêmica ao expressar o desejo de se tornar a “princesa regente” da Ilha de Marajó. A declaração foi feita durante uma audiência na Comissão de Desenvolvimento do Senado, que discutia a situação do povo Yanomami em Roraima.
“A gente não pode mais deixar Roraima isolado, não pode. Não sou candidata a governadora lá. Sou candidata no Marajó. Eu quero dividir o Marajó, construir um principado e entrar como princesa regente”, afirmou a senadora.
Os planos políticos de Damares para a região surgem em meio às declarações controversas da ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos do governo Bolsonaro, relacionadas à violência sexual e ao tráfico humano envolvendo crianças na área.
Durante seu mandato no ministério, Damares criou o programa “Abrace o Marajó”, como resposta à vulnerabilidade social, econômica e ambiental que afeta uma parte significativa da Amazônia Brasileira.
A proposta de criar um principado na Ilha de Marajó e se autointitular “princesa regente” despertou críticas e questionamentos sobre a viabilidade e a legitimidade dessa ideia. A separação do Marajó do estado do Pará exigiria uma reforma constitucional e um amplo processo de negociação política. Além disso, a ideia de uma figura monárquica como governante vai contra o sistema republicano adotado no Brasil desde 1889.



