O chefe paraense Renê Gomes, publicitário de formação, resolveu mudar de área em 2016, quando aceitou um convite para gerenciar um bar e pizzaria. Lá, aprendeu a fazer as compras, a contabilidade e toda a administração de um comércio.
Assim, depois que a família adquiriu o imóvel que transformaria em lava-rápido, Renê aproveitou um cômodo que estava livre e o que havia aprendido sobre restaurantes para montar um negócio que tivesse a sua cara. “Não sou nem um pouco paulista. Sou paraense, tá? Só moro em São Paulo”, diz.
Assim, no começo de 2021, nasceu o Culinária Paraense. O empreendimento nasceu com um freezer, uma geladeira e, principalmente, o apoio da família —especialmente o da mãe, Niranil Castro Gomes, 56, que assumiu a cozinha. “Domino bem a culinária raiz”, ela diz.
Como nem todos os ingredientes regionais são encontrados com facilidades em São Paulo, seus familiares, que moram no Pará, é que enviam itens como camarão, polpas de frutas e farinha.
É por isso que o comércio opera somente aos finais de semana por enquanto. “É investimento aqui e lá também. Por exemplo, quando o açaí é batido na terra da minha família, na Ilha das Onças, tem que ser congelado na hora. Conseguimos comprar um freezer para o meu tio. Por isso que chega bom”, explica Renê.
“Não tem lugares paraenses assim. É difícil de encontrar. Isso é por experiência própria. A gente busca farinha, não tem farinha. Busca açaí, não tem açaí”, explicam mãe e filho.
Por esse motivo, muitos paraenses acabam buscando o local para matar a saudade de casa. “A maioria [do público] é daqui da região, mas tem pessoas que vêm de Osasco, do Horto Florestal. Já ligaram para mim e perguntaram se tem comida paraense de verdade”, ele conta.
“Não tem lugares paraenses assim. É difícil de encontrar. Isso é por experiência própria. A gente busca farinha, não tem farinha. Busca açaí, não tem açaí”, explicam mãe e filho.
Por esse motivo, muitos paraenses acabam buscando o local para matar a saudade de casa. “A maioria [do público] é daqui da região, mas tem pessoas que vêm de Osasco, do Horto Florestal. Já ligaram para mim e perguntaram se tem comida paraense de verdade”, ele conta.



