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Cresce o número de denúncias sobre quem tomou a vacina contra Covid-19 indevidamente

Por Franssinete Florenzano

A juíza federal Jaiza Maria Pinto Fraxe, da 1ª Vara do Amazonas, determinou em caráter liminar que a Prefeitura de Manaus divulgue diariamente em seu site nome, profissão e CPF de todos os vacinados contra a Covid-19, além do local onde foi feita a imunização. Também nomeou peritos para a necessária auditoria. A multa diária é de R$ 100 mil, em caso de descumprimento.

A decisão se deu em ação civil pública ajuizada pelos Ministérios Públicos Federal, do Estado do Amazonas, do Trabalho, e de Contas, além das Defensorias Públicas da União e do Estado, que trabalham em conjunto face às denúncias de que pessoas fora da lista de prioridade estariam recebendo a vacina.

Até a Associação dos Oficiais da Polícia e o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Amazonas ingressaram na Ação Civil Pública (ACP) na condição de amicus curiae [uma instituição que tem por finalidade fornecer subsídios às decisões dos tribunais]. No Pará, nenhum desses órgãos tomou providências em relação à idêntica situação.

Denúncias – Proliferam denúncias nos municípios paraenses quanto ao tratamento privilegiado dos apaniguados políticos. Na quinta-feira passada, 21, a direção do Hospital Público Estadual Galileu, em Belém, fez uma reunião dizendo que dos cerca de 500 funcionários só 100 teriam sido autorizados pela Sespa a tomar a vacina. Como os preteridos começaram a revelar o caso nas redes sociais, no dia seguinte [dia 22] resolveram vacinar todos os funcionários.

No domingo, 24, uma nota em coluna do Diário do Pará, jornal da família do governador Helder Barbalho, afirmando que a “esposa socialite” de um deputado federal vacinara toda a família em um hospital de Capanema, causou o maior bafafá no meio político e jornalístico.

Coluna Repórter Diário, do jornal Diário do Pará, domingo, 24 de janeiro

O deputado Nilson Pinto e sua esposa, Lena Ribeiro Pinto, além do hospital Saúde Center, cuja dona, Adair Neves, é sogra da filha de Lena, desmentiram a nota nas redes sociais e pediram que o Ministério Público (MPPA) apure o caso.

O que falta para que Ministério Público Federal (MPF-PA), Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), Defensoria Pública da União (DPU-PA), Defensoria Pública do Estado do Pará e Ministério Público de Contas do Estado do Pará requeiram ao Judiciário o cumprimento da Lei da Transparência?

Fonte: blog Uruá Tapera (de Franssinete Florenzano)

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