A menina Raquel Antunes da Silva, de 11 anos, morreu na sexta-feira, 22, três dias após ter sido imprensada entre um carro alegórico e um poste na dispersão do primeiro dia de desfiles das escolas de samba no Sambódromo da avenida Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.
O velório da menina Raquel está marcado para começar às 11h deste sábado, 23, no cemitério do Catumbi, no Centro do Rio. A menina morreu após ter sido imprensada entre um carro alegórico e um poste na dispersão do primeiro dia de desfiles na Sapucaí.
O velório será realizado na capela E. O enterro está previsto para as 14h. O corpo de Raquel foi liberado no Instituto Médico Legal no início da manhã deste sábado. Raquel teve uma perna amputada e ficou internada por dois dias em estado gravíssimo no hospital Souza Aguiar. Durante cirurgia para amputação da perna, Raquel sofreu uma parada cardiorrespiratória. Ela também teve traumatismo no tórax e respirava por aparelhos. Segundo funcionários da unidade, ela teve uma hemorragia interna.
Motorista mentiu – A delegada Maria Aparecida Mallet, que investiga a morte de Raquel Antunes da Silva, de 11 anos, disse que o motorista do carro alegórico que imprensou a menina mentiu ao depor na 6ª DP (Cidade Nova). Segundo Mallet, várias crianças estavam brincando próximo ao veículo, ao contrário do que disse o condutor em depoimento na delegacia.
À polícia, o motorista, que não teve a identidade revelada, disse que não viu crianças em cima do carro, deu a partida e prosseguiu com o reboque da alegoria. Câmeras de segurança, entretanto, indicam o contrário, que naquele momento havia várias crianças no carro, não apenas Raquel.
O caso, a princípio, é investigado com sendo homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Segundo a delegada, ainda é prematuro apontar culpados.
Na sexta-feira, 22, a Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu o carro da escola de samba Em Cima da Hora que atropelou a menina.
Fonte: G1



