Do alto de seus 39 metros de altura, ele erradia sua luz para toda a cidade. Em relação ao mar, seu foco luminoso está a 61 metros de altura. Seu alcance, hoje, não tem mais a mesma potência dos tempos passados, quando, em Salinópolis, também estava localizada a Praticagem da Barra. Aliás, o farol é a única herança dessa época, quando grandes embarcações passavam e ancoravam na costa de Salinópolis, e o farol servia-lhes então de grande sinalizador.
Hoje, ele é mais um símbolo turístico, haja vista que os serviços da Praticagem foram transferidos para Abade; em Salinópolis, serve como sinalizador apenas para os pequenos pescadores.
O “Farol Salinópolis” foi inaugurado em 1852 e reconstruído em 1916. Operou na ponta do Atalaia até o ano de 1937, quando em 23 de agosto foi inaugurada a atual torre, em armação metálica de 39 metros, na zona urbana da cidade, em área sob jurisdição do Comando do 4º Distrito Naval. O atual farol é um dos símbolos.
O Farol de Salinas foi tombado pelo Departamento de Patrimônio do Estado do Pará em 1994.
O farol que desde 1937 está em Salinópolis compôs um pedido de 10 faróis feito em 1891 pela Marinha Brasileira ao engenheiro francês Fréderic Barbier; desses, de acordo com a Revista Marítima Brasileira, três foram especificados à construção com colunnas tubulares sobre esteios de rosca, systema Mitchell: Belmonte (BA), Rio Doce (ES) e Salinas (PA) – discriminado à Ponta do Atalaia onde já existia um farol sobre torre de alvenaria ameaçada de solapar pela invasão do mar.
O sistema construtivo denominado Mitchell fora inventado pelo engenheiro irlandês Alexander Mitchell para erigir arcabouços metálicos em terrenos instáveis; a firma F. Barbier et Cie. o utilizava quando demandada a desenvolver faróis completos, inclusive com habitação de faroleiros na própria estrutura.



