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Cinco pacientes morreram nas últimas 24 horas em Faro por falta de oxigênio

O município de Faro, na região oeste do Pará, ganhou o noticiário internacional nesta terça feira, 19. A cidade sofre com a falta de oxigênio nas unidades de saúde. Pelo menos cinco pacientes morreram por falta de oxigênio nas ultimas 24 horas.

Segundo a notícia que repercutiu na mídia internacional, Faro vive o mesmo problema que vivenciou a capital do Amazonas, Manaus, que fica localizada a 380 quilômetros. Os 37 doentes internados dividem 11 balas de oxigênio.

A reportagem publicada no jornal El País aponta que a alta de registros de Covid-19 após as festas de fim de ano e a escassez de infraestrutura e equipamentos levaram ao limite o serviço de atendimento do local, que já precisa pedir ajuda às cidades vizinhas e recorrer a doações.

“Nossa reserva de oxigênio está zerada. Temos 37 pacientes internados dividindo 11 balas de oxigênio para que nenhuma vida seja perdida. Estamos pedindo remédios emprestados, oxigênio, não temos recursos. Hoje dependemos de doações, estamos entrando em desespero”, afirma Thiago Azevedo, secretário de Governo da Prefeitura de Faro.

Atualmente, Faro possui de cerca de 8.000 habitantes, conta com 159 casos ativos da doença. O secretário explica ainda que a logística de chegada de oxigênio na cidade também é complexa e que o local acaba sendo mais dependente dos serviços de Manaus, a 380 km, epicentro da doença.

Oxigênio – Durante a coletiva de imprensa do início da vacinação nesta terça-feira, 19, o governador endereçou o assunto. Helder Barbalho informou que os caminhões com os cilindros de oxigênio já chegaram ao municípios: 79 cilindros para Oriximiná, 30 para Terra Santa, 20 para Faro e 30 para Juruti.

A região fica exatamente na divisa com o Amazonas, que sofre um esgotamento dos leitos públicos e da capacidade de garantir oxigênio para a população, especialmente na capital Manaus. Na semana passada, um decreto estadual fechou a divisa entre os dois estados, após pedido da Prefeitura de Juruti.

Segundo Helder, a região está sendo observada com atenção e a avaliação do quadro epidemiológico, que colocou a região do Baixo Amazonas na bandeira vermelha na semana passada, não irá influenciar na distribuição das vacinas.

Com informações El País

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