Chocolates feitos com amêndoas cultivadas no assentamento Tuerê, em Novo Repartimento (PA), alcançaram um marco histórico na II Edição do Prêmio Brasil Chocolate do Cacau à Barra, realizado em São Paulo durante a Brazil Bean to Bar Chocolate Week. Pela primeira vez, ouro, prata e bronze foram para produtos elaborados exclusivamente com cacau paraense.
As premiações ficaram assim: ouro para a C’alma Chocolate, com amêndoas de João Evangelista, conhecido como “Rogério”; prata para a Mission Chocolate, utilizando amêndoas de Valdemiro Brochel; e bronze para a Monjolo Chocolate, com amêndoas fornecidas por João Rios.
A história dessas vitórias começou no Festival Internacional do Chocolate e do Cacau, realizado em Belém, em 2023. Foi lá que “Rogério” conheceu Ariana Ribeiro, artesã da C’alma Chocolate. A parceria evoluiu, unindo qualidade e sustentabilidade até conquistar reconhecimento nacional.
No sítio JE, Rogério cultiva cacau em Sistema Agroflorestal (SAF) — técnica sustentável que integra espécies como açaí, ipê, mogno e andiroba, chegando a 36 espécies florestais em uma área de 42 hectares, dos quais oito são destinados ao cacau. “Todos os dias fiscalizo a minha lavoura… é importante zelar por aquilo que é fruto do nosso trabalho”, destaca o produtor.
Essas conquistas também refletem o apoio técnico da SEDAP, da Ceplac e da Fundação Solidaridad, que fortalecem a cadeia produtiva do cacau no Tuerê. Segundo Ivaldo Santana, coordenador do Procacau, este é o 37º prêmio conquistado pelo assentamento, reforçando não apenas o trabalho dos produtores, mas a posição do Pará como referência nacional na produção de cacau e chocolate de qualidade.



