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Chocolate feito com cacau paraense ganha selo Tóquio 2020

Boas notícias vindo da agricultura paraense. As amêndoas do cacau produzido em Tomé-Açu, primeiro produto paraense que obteve selo de indicação geográfica, é base para fabricação de chocolates Meiji, uma das maiores fabricantes do Japão.

Pela sua qualidade na produção de chocolate fino, a Meiji ganha selo comemorativo da Olimpíada de Tóquio a partir de quinta-feira.

“O nosso cacau conseguiu Indicação Geográfica por ser um cacau fino, diferenciado. Isso fica claro quando exportamos para países que possuem critérios rigorosos de exportação”, explica Fabiano Andrade, analista do Sebrae na região.

A Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA) tem cerca de cem produtores cadastrados. Já exporta 450 mil de toneladas de amêndoas de cacau por ano, ou 60% da produção total. A maior fatia vai para o Japão.

Tomé-Açu é um pedacinho do Japão no meio da Amazônia. Há mais de 90 anos, os primeiros imigrantes chegaram à cidade paraense em um projeto do governo do estado para povoar a região. Ao se fixarem na cidade, a agricultura se tornou a principal fonte de renda da população. A mais conhecida era da pimenta-do-reino.

“Desde os pioneiros, a cultura principal era a pimenta-do-reino. Chegamos a ser os maiores produtores do mundo. Após a doença que dizimou os pimentais, outra alternativa que encontramos foi o cacau, implementado pelas famílias japoneses”, contou Silvio Shibata, presidente da CAMTA e morador de Tomé-Açu.

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