O mercado imobiliário vertical em Belém e na Região Metropolitana — que inclui Ananindeua e Marituba — manteve um ritmo acelerado de crescimento ao longo de 2025, segundo o 30º Censo Imobiliário de Belém, elaborado pela Brain Inteligência Estratégica para o Sinduscon-PA. O estudo mostra um cenário de expansão consistente, com aumento de lançamentos, vendas robustas e valorização expressiva do metro quadrado no acumulado de 12 meses.
O Valor Geral de Vendas (VGV) lançado em Belém praticamente dobrou. No período de 12 meses encerrado em setembro de 2025, houve alta de 51,6% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. A quantidade de unidades verticais lançadas também avançou: entre janeiro e setembro de 2025, o crescimento foi de 19,2% em Belém e de 34% na Região Metropolitana, demonstrando uma retomada sólida do setor.
As vendas acompanham o movimento de expansão. No acumulado de 12 meses até setembro de 2025, Belém registrou aumento de 32,3% no número de unidades comercializadas em relação a 2022. Comparado a 2023, o crescimento foi de 18,7%. Entre 2024 e 2025, houve um leve recuo de 1,9%, interpretado pelo setor como uma acomodação natural após um período de forte valorização.
O perfil dos lançamentos segue concentrado em unidades de dois dormitórios, que representam quase metade da oferta recente. Há crescimento também no segmento compacto e no Minha Casa, Minha Vida (MCMV), enquanto produtos de médio e alto padrão continuam ocupando espaços estratégicos em bairros como São Brás, Coqueiro e Nazaré — que seguem como os principais polos de verticalização.
Metro quadrado dispara e ultrapassa R$ 11 mil em Belém
O Sinduscon destaca que o preço do metro quadrado confirma o aquecimento do setor. O valor médio em empreendimentos verticais passou de R$ 8.341, no terceiro trimestre de 2022, para R$ 11.627 no mesmo período de 2025 — alta de 39,4%. A valorização foi contínua, incluindo a variação de 15,6% registrada entre 2022 e 2023.
A alta é generalizada. Unidades de um dormitório chegaram a R$ 13.174/m², enquanto imóveis de quatro dormitórios ultrapassam R$ 14 mil/m². Para dois e três dormitórios, faixas que atendem especialmente às famílias, os valores médios estão em R$ 9.128/m² e R$ 11.644/m², respectivamente.
Os tíquetes médios refletem um mercado mais sofisticado: imóveis de três dormitórios se aproximam de R$ 1,4 milhão, enquanto unidades de quatro dormitórios superam a faixa de R$ 3,5 milhões. Empreendimentos de luxo e superluxo podem chegar a mais de R$ 6 milhões.
Mercado horizontal mantém alta absorção
O Censo também analisou o desempenho do mercado residencial horizontal, que engloba casas em condomínio e loteamentos fechados ou abertos. Em Belém, 93,9% da oferta lançada já foi comercializada, restando apenas 6,1% disponível — índice considerado muito alto pelo setor. Loteamentos abertos concentram o maior volume de novas unidades, enquanto casas em condomínio e loteamentos fechados operam com estoques reduzidos e giro rápido.



