Nesta terça-feira (19), o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, informou que a delação premiada de Ronnie Lessa foi homologada, representando um avanço nas investigações do caso Marielle. Lessa, um ex-policial militar preso e réu pelo assassinato da vereadora e de seu motorista Anderson Gomes em março de 2018, concordou em colaborar com as autoridades para esclarecer os detalhes por trás do crime.
A expectativa é que Lessa forneça informações cruciais que possam revelar quem ordenou o assassinato de Marielle e qual foi o motivo por trás desse ato hediondo. Além de Lessa, outras três pessoas foram presas no decorrer da investigação: Élcio de Queiroz, apontado como o motorista do carro usado no atentado; Maxwell Simões, suspeito de ajudar a ocultar as armas utilizadas no crime; e Edilson Barbosa, acusado de desmanchar o veículo após o assassinato.
O caso Marielle começou a ser investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e, em 2023, passou a envolver também a Polícia Federal. Recentemente, o inquérito foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) devido ao envolvimento de alguma autoridade com foro privilegiado.
A homologação da delação de Ronnie Lessa representa um passo importante rumo ao esclarecimento deste crime que chocou o país e gerou grande comoção nacional e internacional. A colaboração do ex-policial pode ser fundamental para finalmente se fazer justiça e trazer paz às famílias das vítimas.



