Caos no transporte público: várias linhas de ônibus deixaram de circular em Belém
Os constantes aumentos no preço do diesel somado a diminuição de passageiros por conta da pandemia, vem contribuindo decisivamente para que várias linhas de ônibus deixem de circular em Belém.
O último aumento nesta quinta-feira (10), acendeu um alerta para o transporte coletivo, pois afinal com o diesel cada vez mais caro até quando será viável manter a tarifa no valor de R$3,60?
O reajuste de 24,9% do óleo diesel nas distribuidoras terá um impacto médio de 7,5% no custo das empresas operadoras de transporte coletivo, estima a Associação Nacional das Empresas de Transportes Públicos (NTU). Segundo cálculos da entidade, os reajustes acumulados do diesel já aumentaram os custos do transporte público por ônibus em 10,6% só este ano.
O último reajuste da tarifa de ônibus na região metropolitana de Belém foi em 2019. A gasolina custava R$ 4,268 em média no país em janeiro de 2019, de acordo com os boletins mensais da Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Em setembro de 2021 o sindicato das empresas de transportes públicos de Belém (Setransbel) em oficio enviado à Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob), pediu um aumento da passagem de ônibus em Belém dos atuais R$ 3,60 para R$4,87.
“O último reajuste do valor das passagens de ônibus foi realizado em 2019. Este atraso configura a capital paraense como a que tem a segunda menor tarifa dentre todas as cidades do Brasil. Mesmo sem reajuste, nenhum subsídio do governo e as empresas operando para apenas 75% dos passageiros registrados antes da pandemia, o preço do diesel aumentou 33,73%. Além disso, o salário dos rodoviários subiu 8,76% neste período. Sem reajuste da tarifa e considerável aumento em todos os preços, as empresas amargam grandes prejuízos, inclusive com paralisações de empresas e saídas do sistema”, argumenta a Setransbel em comunicado dirigido a impressa na época do pedido de aumento.
LINHAS DE ÔNIBUS DEIXAM DE CIRCULAR
Não é à toa que justamente nesse período de pandemia e com aumentos sucessivos no preço do diesel, que Belém viu diversas linhas descontinuadas. Neste ano, por exemplo, a linha Guamá-Montepio, depois de 40 anos atendendo os moradores do Guamá, deixou de circular.
Mas antes, outras linhas haviam deixado de circular em Belém prejudicando milhares de pessoas. Aqui citamos Paracuri I e II Ver-o-Peso, Satélite Ver-o-Peso, Satélite F. Patroni e Médici P. Vargas.
Outras linhas, embora não foram descontinuadas, tiveram redução drástica na quantidade de ônibus, forçando mais tempo de espera dos usuários que ainda têm que enfrentar lotação.
Apesar desse cenário extremamente caótico, a prefeitura de Belém segue com o projeto de licitação do transporte público no fundo da gaveta.



