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Cabo da reserva da Marinha é preso em Belém por suspeita de tráfico humano e fraude em registro de bebê

Operação da Polícia Civil investiga desaparecimento de criança de 6 meses e uso de documento falso para registro

A Polícia Civil do Pará prendeu, na segunda-feira (23), um cabo da reserva da Marinha do Brasil durante a “Operação Origem”, em Belém. O homem é suspeito de tráfico de pessoas, falsificação de documento público e uso de documento falso.

A ação foi coordenada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA-DATA), com apoio do Grupo de Trabalho em Vulneráveis (GTV/NIP), e teve como principal objetivo localizar um bebê de 6 meses que pode ser vítima de tráfico humano.

Esquema com documento falso

De acordo com as investigações, o suspeito utilizou uma Declaração de Nascido Vivo (DNV) extraviada — originalmente emitida pela Santa Casa de Misericórdia de Belém para outra criança — para registrar fraudulentamente um recém-nascido como sendo seu filho.

O documento falso também indicava uma suposta mãe. No entanto, a mulher verdadeira, que deu à luz outro bebê em 2025, descobriu a fraude ao tentar registrar seu filho e perceber que já existia um registro em seu nome, com informações divergentes.

Perícias confirmaram inconsistências biométricas e documentais, comprovando a falsificação.

Bebê desaparecido

Inicialmente tratado como um caso de adoção ilegal, o caso passou a ser investigado como possível tráfico de pessoas. Durante as buscas, o bebê registrado não foi localizado, e familiares do suspeito afirmaram não conhecer a criança.

O investigado alegou ter encontrado os documentos na rua e disse que registrou o bebê apenas para obter benefícios, afirmando que a criança “jamais existiu” — versão considerada inconsistente pela polícia.

Investigações continuam

O suspeito possui antecedentes por falsificação de documentos e cumpre pena em regime aberto. O celular dele foi apreendido e deve ajudar no avanço das investigações.

A Polícia Civil segue com diligências para localizar o bebê, esclarecer sua origem e identificar possíveis outros envolvidos no esquema.

Em nota, a Marinha do Brasil afirmou que não compactua com condutas que atentem contra a dignidade humana e reforçou que irá colaborar com as investigações. Já a Santa Casa informou que seguiu os protocolos na emissão da DNV e também está à disposição das autoridades.

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