A cidade de Belém avança rumo ao protagonismo global em inovação sustentável com a criação do maior complexo de bioeconomia florestal do Brasil. Previsto para ser inaugurado em outubro de 2025, às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia já tem 70% das obras concluídas e promete revolucionar a relação entre ciência, tecnologia e a floresta. Localizado nos Armazéns 5 e 6 do Porto Futuro 2, no centro histórico da capital paraense, o espaço vai funcionar como um hub de inovação voltado ao aproveitamento sustentável da biodiversidade amazônica.
O projeto, idealizado pelo governo do Pará, tem como objetivo impulsionar mais de 200 startups e negócios comunitários, fomentando cadeias produtivas que valorizam os recursos da floresta de forma sustentável. O complexo contará com um Centro de Negócios, para incubação e aceleração de empresas inovadoras, e um Laboratório-Fábrica, que permitirá o desenvolvimento de produtos como cosméticos, alimentos e fármacos a partir de insumos amazônicos. Tecnologias como Big Data e Inteligência Artificial serão empregadas para análise de ativos da biodiversidade, integrando inovação tecnológica com os saberes tradicionais da região.
Segundo o governador Helder Barbalho, o Parque será um divisor de águas para o estado. “Estamos nos consolidando como referência global na bioeconomia, valorizando nossa sociobiodiversidade e criando oportunidades para empreendedores, pesquisadores e comunidades tradicionais”, afirmou. Já a secretária adjunta de Bioeconomia do Estado, Camille Bemerguy, destacou que o objetivo é posicionar o Pará como ator global no setor, garantindo desenvolvimento sem comprometer a conservação ambiental. “Queremos fortalecer cadeias regenerativas, gerar renda e proteger o bioma amazônico”, afirmou.
O modelo de gestão do parque será híbrido, operado por uma organização social que vai atrair investimentos por meio de patrocínios, aluguel de espaços, serviços de pesquisa e eventos. O espaço terá ainda áreas para exposições, laboratórios, espaços de coworking e salas de conferências, promovendo a integração entre universidades, empresas, comunidades tradicionais e setores da indústria. A expectativa é que o local se torne um polo permanente de inovação verde, conectando o Pará ao mercado internacional de bioeconomia.
Mais do que uma estrutura física, o Parque de Bioeconomia representa um novo paradigma de desenvolvimento sustentável na Amazônia, com impacto direto na economia, na ciência e na preservação do meio ambiente. Com a realização da COP 30 em Belém, o complexo também servirá como vitrine para o mundo conhecer os avanços do estado na integração entre floresta, tecnologia e geração de renda. A iniciativa reforça o compromisso do Pará com um modelo de desenvolvimento resiliente, justo e ambientalmente responsável, abrindo caminho para um futuro onde o conhecimento e a natureza caminham juntos.



